Olá
O PORQUÊ DESTE BLOG?
“Para que outros possam perceber o que foi a Guerra Colonial, é preciso que os combatentes, principais protagonistas, dêem o seu testemunho e se desprendam das afrontas que os covardes lhes pretendem atirar … ao caluniarem e desprezarem os que sofreram terríveis privações…”
(in o Despertar dos Combatentes - de Joaquim Coelho)
Muito se tem escrito sobre a Guerra de Angola… uns contra… outros a favor…
… uns contra, na maioria metropolitanos, que julgavam mandar seus filhos e netos para uma luta supostamente “pró-colonialista”, guerra esta que não tinha o menor interesse economico ou sentimental para eles…
… outros, muitos ex-combatentes metropolitanos, autênticos nobres guerreiros lusitanos, foram e continuam a ser defensores da integridade da Pátria, verdadeiros heróis anônimos, que felizes, ainda se orgulham de terem lutado nas Terras de Além-Mar …
…Para maiores detalhes visitem www.dembos.net
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Administrador disse,
4 de Abril de 2007 @ 11:46
Parabéns, pela sua iniciativa de colocar um fato interessantissimo na rede, ainda mas protagonizado por vc.
Imagino como está sendo dividir uma historia tão abrangente e tão complexa com leitores.
So tenho a agradecer a disponibilização de um material tão rico para a historia de tal país em questão
Abraços
Tenha tambem sua historia ou seu comercio online visite: http://www.dembos.net/coming%20soon.swf
Carlos Volpi disse,
10 de Maio de 2007 @ 12:32
Essa autobiografia deveria ser enviada para algumas revistas, nunca imaginei que esse fato fosse desmiuçado com tantos detalhes.
Incrivel como a História se perca com o tempo. Ja ha algum tempo estudo sobre guerras e conflitos na África e nessa região (de conflitos) encontramos a história superficial, ou seja, a parte burocrática da guerrilha, e pela primeira vez alguem abri um livro com tantos detalhes para que possamos ver o que realmente foi esse terrível massacre a população.
parabéns por tal documentário e fica o aprendizado para quem realmente precisa entender o que é o ser humano.
Antonio Pinto disse,
13 de Maio de 2007 @ 13:24
Estou satisfeito de ter encontrado este site, que me traz muitas recordaçôes
Conheci perfeitamente . o destacamento do Gombe assim como os tres comerciantes la presentes.Roque,Amandio,e o outra agora nâo me recorda,o seu nome.Estive no Pango (novo) como comerciante. Belos tempos.
cumprimentos e ate breve ,esperamos que aqui consigamos ver mais pessoas amigas.
Pinto disse,
13 de Maio de 2007 @ 14:43
Um grande obrigado,
nasci em Luanda em 1966 e cresci no Pango Aluquém,quando acabei de ler esta autobiografia compreendi que pude viver uma enfãncia féliz no Pango Aluquém graça à vocês soldados, herois e combatentes , fugimos du Pango em 1974, tenho muintas saudades da minha sanzala, graça a esta autobiografia aprendi muito sobre a verdadeira historia da guerra em Angola,
OBRIGADO DE NAO ESQUECER A MINHA TERRA
Fernando Moinhos disse,
15 de Maio de 2007 @ 21:36
Excepcional
É bom saber que ainda existe alguém que consegue expor fielmente toda a verdade, que a maioria desconhece e muitos não querem aceitar reconhecer.
O golpe de Estado de 74 foi obviamente um crime cujos responsáveis tardam em ser julgados.
Animo-os a continuarem para que a verdade se subreponha à estupides e mediocridade.
FMoinhos
Simão Besanas disse,
16 de Maio de 2007 @ 13:07
A informação do “site” é importantíssima tal como a documentação fotográfica. É com esforços como os seus que se vai reconstituindo a história portuguesa de Angola. Tratei de arquivar nos meus documentos pessoais sobre esta parte da nossa História. Poucas pessoas em Portugal imaginam até que ponto os povos de Angola - e podemos dizer, do Ultramar em geral - estão solidários para com os antigos colonizadores de que se acham compatriotas.
Por minha parte vou enviando alguma coisa do que tenho e que lhe possa por ventura interessar.
Os meus melhores cumprimentos
Luis Jardim disse,
18 de Maio de 2007 @ 19:00
Caro Albano Jardim,
Mais uma vez te congratulo, pela tua coragem pela apresentação do que foi a Guerra em África, nomeadamente em Angola.
Numa Terra onde prosperava a paz, embora alguns seriam contra essa mesma paz, foi feita uma guerra que só a meia duzia veio beneficiar.
Hoje em dia como todos nós sabemos, numa terra tão próspera onde todos nós Brancos, Negros e Mestiços tinhamos as nossas vidas organizadas, foi destruida de um dia para o outro, por meia dúzia de individuos.
Deus queira que daquí a alguns anos aquele povo atormentado, possa vir a ter uma vida condigna, sem fome, doenças e desgraças.
Angola, foi a terra que me viu nascer e onde passei os melhores dias da minha vida.
Um abraço para ti
Luis Jardim
carlos pinto disse,
22 de Maio de 2007 @ 19:34
Bem haja
Foi um matar de saudades de outros tempos, que também aí (Pango) vivi, depois de ter estado igualmente no Tari e….. companhia,.
Fui igualmente furr. milº da companhia anterior, ou seja a sua companhia rendeu a minha.
Notei com curiosidade a foto em que está o unimog que é exatamente em frente a porta de armas e ao fundo, na descida era o bar e eu tinha um quarto aí no 1º andar, e frente a porta de armas era a casa do sargento da nossa companhia
Quanto ao resto… os seus comentarios sao exatamente tudo aquilo que muitos de nos sentimos, mas que por um motivo ou outro temos continuado a espera que um dia seja feita História.
Um braço
Albano Jardim disse,
24 de Maio de 2007 @ 08:57
Prezado Antonio Pinto,
Foi com muita satisfação que vi seus comentários no blog. Muito obrigado pelas palavras confortantes contidas em sua mensagem.
Fiquei muito feliz de saber que morou no Pango e conheceu o destacamento do Gombe e se lembra até do nome dos comerciantes. Agora me lembrei que o Roque.É o que aparece na foto ao lado da tropa quando se apreenderam as armas. E o outro que está na foto como se chama?
O Amândio era o que tinha a casa comercial ao lado esquerdo do quartel, de quem chega do Pango? Com ele moravam a esposa e uma menina. Me lembro que tinham familiares no Pango, entre eles uma menina de nome Gina, me parece!
E tinha mais um comerciante ao lado do comércio do Amândio, de quem segue para o Úcua. Lembra-se do nome dele? Vivia com a esposa também.
Eram todos solidários … morando naquele povoado dos Dembos … muita coragem … muita determinação!!!
Com as suas informações vou poder acrescentar a legenda de uma das fotos. Aguardo sua confirmação dos nomes dos comerciantes.
Com muitas saudades daquela terra!!! … e do tempo que passei lá …dos amigos que deixamos … que perdemos …
Um forte abraço e muito obrigado pela sua presença no blog.
Albano Jardim
PS.: Tentei por diversas vezes responder-lhe para o seu endereço eletrônico, mas sem sucesso. Por esse motivo, a minha resposta de agradecimentos foi feita por este meio.
Antonio Pinto disse,
27 de Maio de 2007 @ 18:44
Caro Albano Jardim
Aqui venho dar-lhe um pequeno esclarecimento no que diz respeito a foto..
A imagem nâo é muito nitida ,mas para mim é o Sr Silva,grande amigo e apaixonado pela caça.e a outra casa comercial seria a do sr Lameiras. pois é verdade que o Sr Amandio tinha uma filha,que veio a casar com um militar do destacamento do Gombe em 1973 e seu cunhado Sr Serafim estava no Pango nosso visinho e tinha uma filha chamada Gina,que veio a casar no mesmo ano…….belos tempos.como diz e é bem verdade amigos que se deixaram e se perderam .Sâo as surpresas da vida. Quando tenha mais tempo ca virei dar noticias, até breve e um abraço.
Albano Jardim disse,
28 de Maio de 2007 @ 20:11
Prezado Antonio Pinto
Muito grato por ter dado maiores informações relativas aos comerciantes do Gombe-ia-Muquiama. Quanto ao comerciante Lameiras, acho que não é da época de 1971 a 1972. Ou será que a casa comercial era dele e tinha empregado? Realmente não me lembro o nome do eventual empregado que estava neste estabelecimento comercial. Coisas dos neuróneos!!!
Um forte abraço e mais uma vez muitíssimo obrigado.
Albano Jardim
Pedro Calheiros Lobo disse,
12 de Julho de 2007 @ 19:34
Por Um acaso através creio que dum um amigo que viveu em Angola recebi o V/endereço.
Por tudo o que já li nos diversos comentários pouco há a acrescentar.
Foi algo que deixou marcas em todos os os Paises no nosso e nos chamados paises Libertados em que uma minoriarege os destinos e fortuna dos paises e os outros veem para portugal tentar melhor vida muitos deles lutaram ao lado do exercito português e sobe Bandeira portuguesa o que não foi sufecientepar poderem obtr a cidadania portugusa porquê porque tinham uma cõr de pele diferente da nossa Estev comentário já vai longo só gostava de saber a quem aproveitou tudo nisto.
Aportugal não Foi.AOS AGOLANOS;MOÇAMBICANOS;S.TOMENSES GINEENSE OU CABO VRDIANOS TAMBEM NAÔ entoa a quem a meia duzia de bandalhos que encheram e continuam a encher os bolsos a custa de toda a miséria que procaram
Albano Jardim disse,
20 de Julho de 2007 @ 18:17
Prezado Compatriota Pedro Calheiros Lobo!!!
Muito obrigado pelos seus comentários, que reforçam o que tentei expôr no blog. Efetivamente o que me deixou sempre preocupado, foi o fato de os combatentes nativos do Exército Português, que defenderam também bravamente a Bandeira das Quinas e o Território Pátrio contra esses vândalos terroristas, terem sido “simplesmente abandonados” à sua própria sorte… E pelo que me consta, tanto o MPLA como o PAIGC consideram todo o elemento que os combateu como “TRAIDOR” … sem direito a julgamento !!!…
Ora o Governo Português da “Revolução dos Cravos”, quando da entrega dos territórios, deveria ter previsto este facto … e não o fez!!! Foi uma VERGONHA!!! … simplesmente “abandonou literalmente” os nativos que haviam combatido os terroristas (em Angola, Moçambique e Guiné), bem como as populações indefesas de todas as raças e etnias.
Aliás, o “Governo da Revolução dos Cravos”, tirava as armas da população e as entregava às “Tropas dos Movimentos de Libertação”, em particular para o MPLA (em Angola) e para o PAIGC (Guiné) !!!…
Foi também com o consentimento do “Governo da Revolução dos Cravos”, que os navios cubanos desembarcaram ao sul de Luanda, em agosto de 1975, as tropas mercenárias (cerca de 500.000 homens) e os tanques de guerra!!! Foi tudo orquestrado!!! Tudo manipulado por Moscovo e Havana!!!
Porque é que o “Governo da Revolução dos Cravos” não entregou os Territórios aos NATIVOS de cada “Província Ultramarina” ?
O “Governo da Revolução dos Cravos” entregou os Territórios aos Comandantes dos MOVIMENTOS TERRORISTAS!!! Um absurdo!!! … O que é que esperavam??? Só podia continuar o TERRORISMO … o que levou a mais de 1.000.000 de mortos!!! E ninguém fala nada!!! E agora os governos que aí estão, em especial o de ANGOLA, está “querendo reconstruir o território”…
Estão brincando!!! Querem enganar quem? O povo de Angola continua na mais absurda miséria, enquanto os “comandantes” na maior luxúria!!! E ninguém vê isso!!!
Por hoje chega de comentários… vou tomar uma água gelada …
Um abraço fraterno ao Compatriota Calheiros Lobo e a todos os RETORNADOS que moram em Portugal.
Eu, particularmente, depois duma dessas … preferi ficar bem longe da minha Pátria Mãe … aliás, de leve, até porque … deixa p´ra
lá!!! (Isso é outra história, que eu vou contar em outro dia).
Elizabete Blonk disse,
9 de Setembro de 2007 @ 01:03
Ola amigos!
Os meus parabens de ter a coragem de contar “um pouco de nossa historia ”
Nasci em Angola 1960 (Luanda) e me considero Angolana ate a morte .
Foi la que nasci ,e SIM ME LEMBRO MUITO BEM .E de la que me lembro e tenho as melhores recordacoes de toda a minha juventude .
So tinha 15 anos quando sai de la ,mas a minha memoria de la (daqueles tempos)e como se fosse ontem .
Obrigado mais uma vez ,por ter grande coragem de contar o que se la passou ,…..pois muitos (as) de nos ,estamos “estavamos “no escuro .
Dizer a verdade ,essas fotos muito chocantes ,……mas E A VERDADE ,estou com um grande no na garganta .
Vou indo ,voltarei outra vez ,pois senao fosse os computadores e CLARO TANTOS ,TANTOS sites sobre nossa querida Angola ,…..nunca mais sabia de nada ,…mas assim ate tenho encontrado amigos (as) que ja nao sabia nada deles(as) de mais 30 anos 36 anos .
Obrigado amigo e boa sorte e felicidades ,sempre
Abraco de uma amiga ,sincera
Beta (Elizabete )
Albano Jardim disse,
15 de Setembro de 2007 @ 13:46
Prezada Compatritoa Angolana Elizabete!!!
Muito grato pelas suas palavras de incentivo!!! Na verdade quem nasceu ou morou em Angola e foi obrigado a “fugir para não ser brutalmente assassinado” tem uma angústia sem fim. Angústia por ter deixado aquela terra e saber que jamais poderá voltar aos mesmos lugares e rever os amigos de infância…
Um forte abraço
Albano Jardim
Carlos Eberl (Filho) disse,
20 de Setembro de 2007 @ 12:12
Amigos,
Esta página deixou-me com uma nostalgia que voçês não imaginam. Para quem conhece o PANGO NOVO e PANGO VELHO, concerteza já viram pelo meu apelido, em que Fazenda eu passei toda a minha adolescência - Fazenda Quenuma-Numa do mais velho, Josef Eberl cujo filho chama-se Karl Eberl (meu pai) mais conhecido por Carlos Eberl.
O António Pinto por acaso é o filho do Armando do Pango Novo??
Mandem-me um e-mail para a gente lembrar os velhos tempos.
Antonio Pinto disse,
12 de Outubro de 2007 @ 16:47
Amigo Carlos Eberl e Familia
Dou-me grande sastisfaçâo,em ver aqui o seu comentario.
Pois sou bem eu o filho do SR.Armindo. Para podermos conversar melhor,aqui lhe mando o meu contacto (toze100854@hotmail.com)
Um grande abraço,cumprimentos a todos os familiares,até breve.
Antonio Pinto disse,
12 de Outubro de 2007 @ 16:54
Ola Familia Eberl
Pois sou eu mesmo o filho do Sr Armindo
Fiquei satisfeitissimo pelo seu comentario, e aqui vai o meu contacto
toze100854@hotmail.com
um grande abraço e até breve.
antonio Pinto disse,
12 de Outubro de 2007 @ 17:05
Olà Familia Eberl
Pois sou bem eu o filho do Sr.Armindo.
Aqui deixo o meu contacto,desde a cidade Luz
(toze100854@hotmail.com)
um grande abraço,e até breve.
antonio Pinto disse,
13 de Outubro de 2007 @ 15:53
Familia Eberl
Aqui vai o meu contacto,pois ontem tivemos problemas de ligaçâoe nâo conseguia que as mensagens ficassem registadas,e finalmente todas as mensagens foram registadas mas o endereço foi transmitido com (com )
no final e é fr ou seja (toze100854@hotmail.fr)
Aqui fica o esclarecimento e descupas pelas mensanges,duplicadas
Até breve.
Albano Jardim disse,
15 de Outubro de 2007 @ 18:39
Assunto: 100 milhões de dólares do presidente angolano, o SR. JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS
Caro Fernando Moinhos,
Agradeço-lhe o envio.
Um forte abraço
Albano Jardim
Mon, 8 Oct 2007 00:10:50 +0100, “Fernando Moinhos” escreveu:
100 milhões de dólares do presidente angolano
‘Suíça ameaça cleptocracia mundial’
‘Bloqueados 100 milhões de dólares do presidente angolano.
Que se passa na banca portuguesa, neste como noutros casos de branqueamento de capitais?’
TRANSCREVENDO NOTÍCIA SOBRE O SR. JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS e sua volumosa FORTUNA.
SEM COMENTÁRIOS DA MINHA PARTE! PONDO À CONSIDERAÇÃO DOS LEITORES O ASSUNTO.
‘Há dez anos que os tribunais suíços iniciaram um longo processo para bloquear os fundos depositados nos seus bancos por ditadores e políticos corruptos de todo o mundo, cujas fortunas, por vezes colossais, foram obtidas através da espoliação de bens públicos pertencentes aos povos que governam, usando para tal os mais diversos expedientes de branqueamento de capitais. O processo começou em 1986 com a devolução às Filipinas de 683 milhões de dólares roubados por Ferdinando Marcos, bem como a retenção dos restantes 356 milhões que constavam das suas contas bancárias naquele país. Prosseguiu depois com o bloqueamento das contas de Mobutu e Benazir Bhutto. Mais tarde, em 1995, viria a devolução de 1236 milhões de euros aos herdeiros das vítimas judias do nazismo. Com a melhoria dos instrumentos legais de luta contra o branqueamento de capitais, conseguida em 2003 (também em nome da luta contra o terrorismo), os processos têm vindo a acelerar-se, com resultados evidentes: 700 milhões de dólares roubados pelo ex-ditador Sani Abacha são entregues à Nigéria em 2005; dos 107 milhões de dólares depositados em contas suíças pelo chefe da polícia secreta de Fujimori, Vladimiro Montesinos, 77 milhões já regressaram ao Peru e 30 milhões estão bloqueados; os 7,7 milhões de dólares que Mobutu depositara em bancos suíços estão a caminho do Zaire; mais recentemente, foram bloqueadas as contas do presidente angolano José Eduardo dos Santos, no montante de 100 milhões de dólares. É caso para dizer que os cleptocratas deste mundo vão começar a ter que pensar duas vezes antes de espoliarem os respectivos povos. É certo que há mais paraísos fiscais no planeta, mas também é provável que o exemplo suíço contagie pelo menos a totalidade dos off-shores sediados em território da União Europeia, diminuindo assim drasticamente o espaço de manobra destas pandilhas de malfeitores governamentais.
No caso que suscitou este texto, o bloqueamento de 100 milhões de dólares depositados em contas de José Eduardo dos Santos, presidente de Angola há 27 anos, pergunta-se: que fez ele para se tornar o 10º homem mais rico do planeta (segundo a revista Forbes)? Trabalhou em quê para reunir uma fortuna calculada em 19,6 mil milhões de dólares? Usou-se o poder para espoliar as riquezas do povo que governa, deixando-o a viver com menos de dois dólares diários, que devem fazer os países democráticos perante tamanho crime de lesa humanidade? Olhar para o outro lado, em nome do apetite energético? Que autoridade terá, se o fizerem, para condenar as demais ditaduras e estados falhados? Olhar para o outro lado, neste caso, não significa colaborar objetivamente com a sobre-exploração indigna do povo angolano e a manutenção de um status quo antidemocrático e corrupto que apenas serve para submeter a esmagadora maioria dos angolanos a uma espécie de domínio tribal não declarado?
Na Wikipedia lê-se:
‘Os habitantes de Angola são, em sua maioria, negros (90%), que vivem ao lado de 10% de brancos e mestiços. A maior parte da população negra é de origem banta, destacando-se os quimbundos, os bakongos e os chokwe-lundas, porém o grupo mais importante é o dos ovimbundos. No Sudoeste existem diversas tribos de boximanes e hotentotes. A densidade demográfica é baixa (8 habitantes por quilometro quadrado) e o índice de urbanização não vai além de 12%. Os principais centros urbanos, além da capital, são Huambo (antiga Nova Lisboa), Lobito, Benguela, e Lubango (antiga Sá da Bandeira). Angola possui a maior taxa de fecundidade (número de filhos por mulher) e de mortalidade infantil do mundo. Apesar da riqueza do país, a sua população vive em condições de extrema pobreza, com menos de 2 dólares americanos por dia.’
O recente entusiasmo que acometeu as autoridades governamentais e os poderes fáticos portugueses relativamente ao ‘milagre angolano’ (crescimento na ordem dos 21% ao ano) merece assim maior reflexão e, sobretudo, alguma ética de pensamento.
Os fundos comunitários europeus aproximam-se do fim. Os portugueses, entretanto, não foram capazes de preparar o país para o futuro difícil que se aproxima. São muito pouco competitivos no contexto europeu. As suas elites políticas, empresariais e científicas são demasiadamente fracas e dependentes do estado clientelar que as alimenta e cuja irracionalidade por sua vez perpetuam irresponsavelmente, para delas se poder esperar qualquer reviravolta estratégica. Quem sabe fazer alguma coisa e não pertence ao bloco endogâmico do poder vai saindo do país para o resto de uma Europa que se alarga, suprindo necessidades crescentes de profissionais nos países mais desenvolvidos (que por sua vez começam a limitar drasticamente as imigrações ideologicamente problemáticas): Espanha, Alemanha, Luxemburgo, Suíça, Reino Unido, Holanda, Dinamarca, Noruega… No país chamado Portugal vão assim ficando os velhos, os incompetentes e preguiçosos, os indecisos, os mais fracos, os ricos, os funcionários e uma massa amorfa de infelizes agarrados ao futebol e às telenovelas, que mal imaginam a má sorte que os espera à medida que o petróleo for subindo dos 60 para 100 dólares por barril, e destes para os 150, 200 e por aí a fora…
A recente subida em flecha do petróleo e do gás natural (mas também do ouro, dos diamantes e do ferro) trouxe muitíssimo dinheiro à antiga colônia portuguesa. Seria interessante saber que efeitos esta subida teve na conta bancária do Sr. José Eduardo dos Santos. E que efeitos teve, por outro lado, nas estratégias de desenvolvimento do país. O aumento da atividade de construção já se sente no deprimido sector de obras e engenharia português. As empresas, os engenheiros e os arquitetos voam como aves sedentas de Lisboa para Luanda. É natural que o governo português, desesperado com a dívida… E com a sombra cada vez mais pesada dos espanhóis pairando sobre os seus sectores econômicos estratégicos, se agarre a qualquer aparente tábua de salvação. E os princípios? E a legalidade?
Se a saída do ditador angolano estiver para breve, ainda se poderá dizer que a estratégia portuguesa é, no fundo, uma estratégia para além de José Eduardo dos Santos. Mas se não for assim, e pelo contrário viermos a descobrir uma teia de relações perigosas ligando a fortuna ilegítima de José Eduardo dos Santos a interesses e instituições sediados em Lisboa (1), onde fica a coerência de Portugal? Micheline Calmy-Rey, ministra suíça dos Negócios Estrangeiros, veio lembrar a todos os europeus que tanto é ladrão o que rouba como o que fica à espreita ou cobra comissões das operações criminosas.’
Joaquim Oliveira de Almeida - São Paulo
Mário Pinho disse,
19 de Novembro de 2007 @ 13:33
Gostei de tudo o que li pois nasci em Quibaxe em 1943.Alguem se lembra de só ter duas casas? conheço todos os Dembos de ponta a ponta.Em1961 estava no Pango Aluquem na fasenda Gateiras de santo António.Servi serviço militar em caçadores 3 em Carmona Uíge.Angola ´era a terra da bonança,e prosperidade,que meia duzia de OPURTUNISTAS DAS SUAS RIQUESAS DESTRUIRAM E PASSEIAM-SE pelo mundo á custa do sague dos outros.
Qualquer um disse,
22 de Novembro de 2007 @ 15:28
Maldito colonialismo. Em boa hora terminou e se “deus” quiser, nunca mais há-de voltar.
Qualquer um disse,
22 de Novembro de 2007 @ 15:30
O atraso de Portugal é ainda estar amarrado às ex-colónias. Nunca mais desata o nó.
Qualquer um disse,
22 de Novembro de 2007 @ 15:31
Se gostam tanto de África, voltem para lá de uma vez por todas. Malditos!
Qualquer um disse,
22 de Novembro de 2007 @ 15:31
E esse brasileiro aí é o quê? Será que também é daqueles que acreditam na tal “Missão” de Portugal? Malditos!!!!
Qualquer um disse,
22 de Novembro de 2007 @ 15:33
Estratégia portuguesa? Sabe qual é a estratégia portuguesa? É lixar quem cá vive. O português é um povo que não presta, aliás, vê-se pelo resultado que deixou nas ex-colónias. Todas atrasadas, e o pior de tudo, é Portugal a ser arrastado por elas.
Qualquer um disse,
22 de Novembro de 2007 @ 15:35
Acordem de uma vez por todas, saudosistas do império. É por isso que este país não tem hipótese nenhuma. Estes portugueses estão sempre a arranjar de lixar os outros. Colonização, imperialismo, é tudo lixo. É isso que portugal sabe criar. Isto e emigração.
Qualquer um disse,
22 de Novembro de 2007 @ 15:37
Aliás, muito sinceramente, vocês não são melhores que o José Eduardo dos Santos. Até podem ter cor de pele diferente, mas por dentro são iguaizinhos a esse assassino.
Qualquer um disse,
22 de Novembro de 2007 @ 15:40
O que esta gente é capaz de fazer!!!! Miseráveis!!!!!
Paulo Vitorino disse,
4 de Dezembro de 2007 @ 20:03
Caros (Des)conheidos
Encontrei este site por acaso, talvez por que tinha que ser.
Chamavam-me nessa altura “Paulinho”
Sou filho do “Ti-Jaquim” que era comerciante no Katembua-Sala com o Benévolo, lembram-se dele? (A loja era do Guinapo)
Foi por tráz da loja que tiraram a fotografia da ONÇA. (também tenho uma)
Foi o meu pai que a matou.
Dei muitas voltas no Burro-do-Mato com o Gomes - o condutor
Lembro-me do Graça Gomes, o cabo Félix, o Gringo que dizia “Rajadex”
A minha mãe era a professora primária, a D. Ema.
A filha do Amândio chama-se Alice ou Alicinha.
Outro comerciante dessa altura era o Almeida (fazia Kaporroto)
Nessa altura eu só tinha 7 anos - hoje tenho 43.
E lembram-se do Manguchi? Ainda lá está, e vai ao Pango.
Estive com ele o ano passado.
Por hoje é tudo
Até Breve
Paulo Vitorino -
e-mail: paulo_lavareda@iol.pt
Escrevam - Um Abraço
Paulo Vitorino disse,
6 de Dezembro de 2007 @ 20:46
Caros “Democratas”
Há lugar para todos, penso eu.
Ser ou não ser, eis a questão - disse um dia alguém, podia ser qualquer um.
Pode ser herói ou cobarde.
Qualquer um o pode ser - depende das circunstâncias.
Desde que se dê a cara, é herói, qualquer um o pode ser….e que não dá a cara? Ah, esse é o Zorro.
Não pretendo ser advogado de ninguém, tenham eles as ideias que tiverem, defendam eles os ideais, religiões, ambições e outras palavras acabadas em ões…como…frustrações, decepções ou más recordações.
Louvo este espaço onde qualquer um pode dar a sua opinião, mas sejamos positivos, e não estejam sempre com a história da desgraçadinha.
Nos Dembos, anos 70, existiram elementos de formação dos homens
que preduram até hoje, tanto que as pessoas que entraram neste site
se dão ao trabalho de o valorizarem com recordações e veja-se as que são positivas e as outras.
Aproveitem este espaço, digam bem, digam mal, chamem nomes, mas para isso há outros espaços, mas estam sempre vazios. E porquê ?
Porque na cabeça das pessoas ninguém manda.
Aprendi isto no Gombe ia Muquiama.
Aprendi a ler, escrever e a andar de bicicleta no Gombe ia Muquiama.
Aprendi a dar a cara no Gombe ia Muquiama.
Tenho dito.
Cumprimentos a todos
Albano Jardim disse,
6 de Dezembro de 2007 @ 21:50
Prezado Paulo Vitorino (Paulinho) !!!
Que alegria ter notícias de um ex-morador do Gombe-ia-Muquiama!!! Que bom saber que Você, naquela época ainda uma criança, filho do meu GRANDE AMIGO “TI-JAQUIM”, cresceu e se tornou um HOMEM do BEM!!!
Quem nasceu ou respirou aqueles ares do Gombe-ia-Muquiama, viveu aquele tempo numa sociedade em que havia o maior respeito pelo SER HUMANO … apesar de ter vivenciado “DRAMATICAMENTE” aquela guerra terrorista … tinha que se tornar UM HOMEM DE BEM!!! …
Mas deixemos momentâneamente o passado. Como está o “TI-JAQUIM” e a D. Ema, seus Pais? Onde está o Benévolo?
Da última vez que vos vi, foi talvez no ano de 1973, na estrada Luanda - Caxito. Vocês deveriam estar indo para o Gombe-ia-Muquiama. Me lembro que seu Pai, com a cabeça para fora da janela do automóvel que dirigia, me acenou um “GRANDE ADEUS” e Você e seu irmão sentados no banco traseiro me acenaram também pela janela … Que saudades!!! Não sei porque não parei e segui o vosso carro, para vos dar um grande abraço … mas, assim quis o destino!!!
Puxa!!! Você se lembra do Gomes - o condutor, do Graça Gomes, do cabo Félix, do Gringo que dizia “Rajadex” ??? É muita alegria para mim …
Onde está o comerciante Almeida?
Você tem fotos do Gombe-ia-Muquiama?
Apareça sempre neste blog. Dê notícias!!!
Um forte abraço
Albano Jardim disse,
7 de Dezembro de 2007 @ 12:07
Prezado Compatriota “Qualquer Um”
Em 1º lugar é inacreditável e lamentavel que em pleno século XXI o compatriota esteja tão mal informado, apesar de aparentemente ter uma boa instrução escolar e ter acesso à rede WEb da internet.
Em 2º lugar - se “Malditos”, meu caro “Compatriota Qualquer Um”, são aqueles que saíram de Angola e vivem agora em países realmente democráticos, livres de guerras raciais e tribais, livres de emboscadas, livres de assaltantes e assassinos, numa comunidade próspera e rica, onde não existem “miseráveis” passando fome, não existem órfãos de pai e mãe, não existem mutilados por minas anti-pessoais… como se chamarão aqueles que dizendo-se “filhos de uma nação livre e independente”, que mesmo após a tão aclamada “INDEPENDÊNCIA”, continuaram a matar-se uns aos outros, seus próprios irmãos de sangue, (quantos mais melhor - para não ter dúvidas- mais de 1.000.000 de mortos) e “construíram” um país que acabou por ficar totalmente arrasado, sem escolas, sem hospitais, sem comercio, sem comida, sem agricultura, sem indústrias, sem respeito pelo ser humano … onde a vida de um SER HUMANO não tem significado nenhum!!! Enquanto isso, o respeitável Presidente da República, o Sr. Eduardo dos Santos apodera-se de mais de 100.000.000 de dólares - que pertencem ao povo, em que a maioria da população mal come!!! Isso é o que se sabe!!! E os outros dirigentes? Quando se chega a Luanda, já na Alfândega do Aeroporto, os próprios funcionários de serviço são UMA VERGONHA PARA O PAÍS!!! É uma “ladroeira geral” !!! Que segurança pode ter uma pessoa nesse País??? E Você, caro Compatriota, ainda quer que os “antigos “portugueses” voltem para Angola? O Governo Angolano bem que fez uma chamada para que os “antigos portugueses” voltassem para Angola para reconstruírem o País, mas acho que eles já estavam “escaldados”… Ainda mais como se pode perceber pelas suas palavras, você tem ódio dos Portugueses … Por acaso, só gostaria de saber em que ano Você nasceu. No meu entender, você deve ter nascido próximo à data da independência e não deve ter convivido com nenhum Português. Pergunta aos mais velhos que tiveram esse convivência como todos eram bem tratados!!! Sê sincero contigo mesmo!!! O povo português é de Paz!!!
Você diz que o Povo Português explorou o nativo. O que é que Você acha? Um povo vai evoluindo com o tempo. Comecemos pela infância, todas as crianças nativas tinham direito às escolas. Como você bem sabe, a população fora das cidades e povoações vivia bem dispersa pelos campos. O governo também não podia colocar escolas em todos os lugares, mas havia escolas espalhadas por todo o território. Eu mesmo tive muitos colegas nativos com quem convivia alegre e feliz. Éramos verdadeiros amigos, em toda a expressão da palavra, e não levávamos em conta a cor da nossa pele. Isso era o que menos importava, o que importava mesmo era termos um amigo verdadeiro, amigo que defendia o outro caso houvesse uma “briga de brincadeira”. Éramos verdadeiros amigos, e cultivávamos o verdadeiro respeito pelo ser humano, tanto na sala de aulas como nos intervalos, durante as brincadeiras, durante os jogos de futebol…
Depois a gente crescia e continuávamos a nossa amizade. Uns deixavam a escola, outros continuavam a estudar. Tive muitos colegas nativos na Universidade de Luanda, onde estudei Medicina. Muitos se formaram como engenheiros, médicos, professores … Alguns ficaram pelo caminho… (não sei os motivos) … Aí vem a fase adulta, uns conseguem bons empregos outros nem tanto, mas o que prevalece é oferta do mercado: quem estuda mais tem mais habilitações e ganha mais, quem tem poucos estudos ganha menos. Conheci muitos nativos como funcionários de bancos, no serviço público, nos Institutos de Pesquisa. Como exemplo no Instituto de Investigação Agronômica de Angola, na Chianga, perto de Nova Lisboa, onde trabalhei um ano (eu tinha 17 anos de idade), havia muitos nativos formados que ganhavam mais que a grande parte dos portugueses. Porquê? Porque tinham mais estudos. Em Luanda onde também vivi quatro anos, havia muitos nativos que exerciam altos cargos públicos. Porquê? Tinham estudos!!!
Você acha que uma pessoa que não tenha estudos possa exercer a profissão de Médico? De Engenheiro? De Professor? Como é que alguém que não tenha estudos vai ensinar as crianças numa escola!!!! Isso é impossível!!! Como é que qualquer pessoa pode fazer uma cirurgia, por exemplo, de apendicite? Você se fosse o doente deixaria alguém “meter” o bisturi em você para operar o seu apêndice? Você deixaria? Eu não! Se eu tiver algum problema de saúde, eu vou a um médico formado. Não vou procurar alguém da esquina para saber qual é a cura da minha doença!!!
Aproveitando, o tema de doença e hospitais, informo-o, meu caro “Compatriota”, que até 1975 jamais havia diferenças de raças ou etnias quando alguém se dirigia para um hospital para ser tratado!!! Aliás gratuitamente, pois naquela época era dever do Estado tratar da saúde de toda a população. Todos eram tratados do mesmo jeito, sem diferenciar a cor da pele. Na verdade, para um médico, para um cirurgião, a anatomia do corpo do ser humano é uma só, não diferencia a cor da pele!!!
Tenho a impressão, para não dizer “ a certeza absoluta” que você, caro “Compatriota” , não teve convivência com os portugueses. Se tivesse tido, não teria essa falsa idéia dos portugueses.
Você fala mal dos “colonialistas” portugueses. E o que dizer dos neo-colonialistas cubanos e russos que chegaram com um exército de 500.000 homens, com tanques, com aviões e mataram milhares e milhares de nativos inocentes. Você acha que o colonialismo em Angola terminou? Agora é que você está a ver o que pode acontecer a um povo que não se respeita. Não respeita nem os próprios irmãos de sangue. Executa massacres só porque é de outra tribo! E Você acha que os cubanos e russos chegaram aí de graça? O meu carro HONDA 600, de cor verde, naquela época (1975) novinho em folha - está em CUBA – Havana. Os cubanos se apoderaram dele – e não teve mais conversa! Isso é só um pequeno exemplo. Não levaram mais porque não quiseram! E continuam levando embora Você certamente não saiba.
Acho que o meu caro Compatriota “Qualquer Um” não raciocina!!! Vê se abre essa cabeça!!! Já está na hora de Você acordar, Compatriota!!!
Paulo Vitorino disse,
7 de Dezembro de 2007 @ 20:43
Caro Albano Jardim
Foi mais um dia gratificante quando deparei que tinha respondido à minha intervenção neste blog. Estou felicíssimo.
Voltando às recordações, é verdade que tenho algumas fotos do Gombe e que as posso enviar e penso que a solução será e-mail.
A pouco e pouco vão-se aflorando acontecimentos, sentimentos e nomes.
Batista - Um HOMEM dependente do alcoól, mas que falava inglês, françês, espanhol e não sei que mais, mas, meu caro Albano Jardim, voçê sabe.
Passaram horas a praticar esses idiomas. Eu vi. Vi e ouvi o Batista a cantar na Fazenda Boa Entrada do Jaime Guinapo a canção do Nat King Cole
“Besame mucho” - cada vez que oiço esta música, lembro-me do Batista.
Aliás, a 1ª vez que ouvi esta música foi com o Batista a cantar.
Bem, noticias de cá: não são propriamente alegres.
Meu pai, Ti-Jaquim já faleceu, tinha 73 anos. Foi sempre a mesma pessoa
e adorava Angola. Sabe quem é que ele levou muitas vezes lá a casa em Luanda? O RIBAS, Esse mesmo. O Ribas que era “Terrorista” e o Sr. e seu pelotão capturou, savo erro foi o Graça Gomes que o derrebou com o tapa-chamas num olho, e que antes tinha levado um tiro num braço, e derrubado o cabo Félix, se não me falha a memória.
O Sr. Almeida, nunca mais soube dele, mas constou-me que também já faleceu.
O Benévolo está em Luanda, e tive pena de não o ter visto, mas a minha estada em Luanda (Março/2006) foi só de 10 dias, e não deu para ver toda a gente conhecida.
Estive esse tempo todo em casa do Manguchi e adorei, adorei, adorei.
Ainda tentamos ir ao Pango, mas foi numa altura que a picada estava muito estragada e não dava para passar. Só fui até ao Caxito.
Já dei a conhecer este site ao Manguchi, mas ele é muito preguisoço para escrever, mas vamos tentar.
Por hoje é tudo,
Um Grande Abraço.
antonio Pinto disse,
8 de Dezembro de 2007 @ 14:52
Caro Paulo Vitorino.
Conheci este site, e tenho participado com muito gosto e com grande prazer.
Estou a ver que temos um amigo comum que é o Alfredo o Manguchi, o que tinha o estabelecimento comercial no Pango Novo, perto dos meus Pais.Mas com o Alfredo desde que deixei o Pango em Junho de 1975, nunca mais tive contacto. Tive com o irmâo Zé Augusto mas jà la vâo mais de vinte anos. Ainda tentei visitalo na Serra da Estrela, mas quando por la passei, ja tinha vendido o Restaurante e ninguém me conseguiu dar a direççao dele, por ultimas informaçôes estaria para a Figueira da Foz.Quanto aos seus familiares talvez tivesse conhecido, pois no Gombe quando me dirigia a Luanda era la que esperavamos pela coluna militar;conheci o Sr Amandio,esposa filha,Familia Lameiras,O Silva grande caçador de Pacaças.Pois aqui lhe deixo o meu mail , e se me puder transmitir o contacto do Manguchi agradecia imenso. Pois eu como jà disse sou filho do Sr Armindo,nâo sei se o nome lhe diz alguma coisa,foi condutor do autocarro ou seja o mais conhecido (machinbombo) que fazia a linha Pango Quibaxe, e tinhamos a casa comercial no Pango novo ou seja quando se vem do Gombe a primeira a direita antes da subida para o posto…………Ate breve aqui fica o meu contacto toze1OO854@hotmail.fr
Albano Jardim disse,
10 de Dezembro de 2007 @ 18:46
Prezado Paulo Vitorino!!!
Em primeiro lugar senti muito em saber que seu Pai não se encontra mais entre nós. Os meus sentidos pêsames.
Fico honrado com a sua presença neste blog!!! Ainda mais que Você é um filho nato do Gombe-ia-Muquiama!!!
Agradeço-lhe também as muitas informações fornecidas, quanto ao Benévolo, Sr. Almeida, etc…
Quanto ao Manguchi, acho que não o conheci.
Você falou sobre o “Ribas”, o Paulo Mussunda, que chegou inclusive a ir com o seu Pai à vossa casa de Luanda.
Quanto à captura do “Ribas”, cumpre-me esclarecer que quem o capturou e retirou-lhe a arma fui eu, após alguma luta corporal, ajudado pelo Guia João Domingos. Ao que parece o “Ribas” apanhou um tiro no pulso direito, logo no início do assalto ao acampamento, talvez por uma arma disparada pelos soldados que se haviam deslocado para o lado direito, quando então ele fugiu para onde eu estava. Quando ele me viu, deu meia volta e voltou a correr para o acampamento, quando se deparou de frente com o João Domingos (que tinha ido com os soldados para o lado direito), altura em que eu o consegui alcançar, tendo-o imobilizado e tirado a Mauser que ele carregava.
Se efetivamente o “Ribas” derrubou o cabo Félix e depois o Graça Gomes o derrubou com uma pancada com o tapa-chamas num olho, isso eu não posso confirmar, a não ser que tenha sido logo no início do ataque ao acampamento. Como Você pode imaginar, num ataque a um acampamento de guerrilheiros armados, as coisas acontecem tão rapidamente que é difícil observar tudo…
O que me lembro é que se gerou realmente uma “confusão danada”, como Você bem pode imaginar!!!
Quanto às fotos que Você tem do Gombe-ia-Muquiama, poderão ser encaminhadas para o seguinte endereço albano@dembos.net, que está à sua inteira disposição. Desde já lhe agradeço sua valiosa colaboração.
Um forte abraço
Albano Jardim
Albano Jardim disse,
10 de Dezembro de 2007 @ 18:55
Prezado Mário Pinho!!!
Muito grato por ter visitado nosso blog e ter deixado sua mensagem.
Um forte abraço
Albano Jardim
Paulo Vitorino disse,
10 de Dezembro de 2007 @ 19:49
Meu Caro Albano
Muito agradecido pelo esclarecimento sobre a captura do “Ribas” Paulo Mussunda, mas com a idade que tinha nessa altura, talvez tivesse visto o filme com outro encanto, tipo filme de “cowboys”. Fica Esclarecido.
Compreendo hoje a confusão que foi, mas só quem lá esteve é que dará o devido valor ao sofrimento, angústia e demais setimentos/pensamentos, se é que numa altura dessas se consegue pensar.
Sei que o Contabilista do Manguchi também foi militar no Pango. Tentarei
saber mais para lhe enviar novidades.
Enviarei seguidamente e pausadamente algumas fotos do Gombe (antigas)
e tentarei arranjar algumas mais recentes.
Cumprimentos da D. Ema, Sra minha mãe que ficou muito satisfeita por nos contactar-mos.
Um Grande Abraço
Paulo Vitorino
antonio Pinto disse,
22 de Dezembro de 2007 @ 14:29
Ola Amigos.
Por este meio queria desejar,a todos os visitantes, e criador deste site
BOAS FESTAS E UM FELIZ NATAL,
Nâo esquecendo,todos aqueles doentes,hospitalizados,e sobretudo para aqueles que estâo privados de liberdade,e impedidos de se juntarem aos familiares. Mais uma vez =B O A S F E S T A S=
Albano Jardim disse,
24 de Dezembro de 2007 @ 10:46
FELIZ NATAL e BOAS FESTAS!!!
Um FELIZ NATAL e BOAS FESTAS a todos os leitores deste blog.
Muito obrigado pelo apoio que tenho recebido de todos.
É muito comovente receber notícias das gentes que nas décadas da guerra viveram naquelas paragens dos Dembos!!!
Hoje posso dizer que estou MUITO MAIS FELIZ por saber que o POVO DOS DEMBOS está VIVO!!!
A todos os leitores deste blog o meu MUITO OBRIGADO e BOAS FESTAS!!!
Um forte abraço a todos!!!
Albano Jardim
PS.: Com a ajuda do nosso amigo Paulo Vitorino, ex-morador do Gombe, estamos preparando a inclusão de algumas fotos.
Fernando Gomes disse,
13 de Fevereiro de 2008 @ 09:55
Olá Albano Jardim,
O seu site mostra realmente o que era a guerra em Angola. O trabalho que Você fez para pacificar aquela região dos Dembos foi magnífico!
Através das descrições dos factos acontecidos no seu site tenho hoje uma maior e melhor visão de tudo que se passou à minha volta. Morava em Malange, mas era adolescente quando saí de Angola e nem percebi a guerra que se travava por lá.
Tenho passado seu site para amigos meus e a opinião é unânime, todos me falam o mesmo. Ficam impressionados com tudo o que podem ler.
Uma vez mais parabéns pelo trabalho realizado nos Dembos.
Você devia vir a Portugal divulgar o site através da Comunicação Social. Talvez aí dessem mais valor a todos os homens de honra como Você. Àqueles que lutaram no Ultramar para defender o Território Nacional.
Obrigado por tudo……..
Um abraço …..
Fernando Gomes
Albano Jardim disse,
19 de Fevereiro de 2008 @ 21:24
Prezado Fernando Gomes,
Muito grato pelas suas palavras de incentivo. Efetivamente o intuito deste blog é mostrar aos mais jovens, àqueles que ainda crianças e adolescentes foram obrigados a deixar Angola, a terra onde nasceram, e não se apercebiam que bem próximo a eles se desenrolava uma guerra entre “aqueles que só e apenas faziam o terrorismo” e “os que defendiam as vidas humanas e o solo pátrio para o bem da comunidade”. Em 1974 os movimentos de libertação já não tinham qualquer ação expressiva no campo de batalha, estavam completamente derrotados!!! O guerreiro lusitano é um osso duro de roer!!!
Por isso é que os governos imperialistas estrangeiros, de olho nas imensas riquezas do território, se engajaram em recrutar “elementos traidores” na própria Metrópole, que haviam de fazer a tal “Revolução dos Cravos”!!! UMA VERGONHA!!!
Ao contrário do que se propagandeava em Portugal nas décadas de 60 e 70, e que ainda hoje muitos tomam como verdade, os movimentos terroristas não tinham na sua génese a autodeterminação, mas sim uma concepção imperialista que permitisse à União Soviética e aos Estados Unidos controlar importantes e ricos territórios africanos que pertenciam ao Império Português.
A forma como a população de Angola foi ABANDONADA pelos heróicos bravos da “Revolução dos Cravos” foi simplesmente indigna de um estado civilizado. Deixaram a população indefesa entregue aos elementos dos movimentos de libertação, agora reforçados pelo exército de Cuba e que viria a matar mais de 1.000.000 de vidas.
O que muitos em Portugal clamaram como descolonização foi em verdade um processo que resultou na morte de milhões de civis, de guerras prolongadas, de fome, de miséria e de devastação.
E os PORTUGUESES é que eram os “mauzinhos da história” !!!.
Enfim …
Um forte abraço, caro Compatriota!!!
Albano Jardim disse,
3 de Abril de 2008 @ 21:18
Pois é, Caros Amigos Compatriotas!!!
Vejam no site, no ícone “INÍCIO”, a carta que um dos GRANDES HERÓIS DA REVOLUÇÃO DOS CRAVOS - o Vice-Almirante Rosa Coutinho - escreveu para o Agostinho Neto.
É UMA VERGONHA!!!
Tremendo TRAIDOR que, com seus comparsas, entregou toda a população de paz a um massacre comandado pelo “Exército Libertador” do MPLA.
… e onde está esse Tribunal de Haia? Ainda existe ???!!! Para quê ???
Aos que restaram VIVOS dos “massacres do MPLA” um forte abraço …
Albano Jardim
Albano Jardim disse,
24 de Maio de 2008 @ 10:10
Transcrição da mensagem recebida de Sérgio de A. Morais:
Prezado Albano,
Enviei o endereço do seu site para um amigo e ex-colega, filho de portugueses, muito apaixonado pelas coisas portuguesas, e recebi dele essa mensagem com alguns comentários sobre os eventos da época. Talvez você goste de lê-los.
Um abraço,
Sérgio Morais
Caro Amigo Sérgio Moraes,
Muito obrigado. Li com muita atenção a matéria contida no site do Albano.
Se Você tiver oportunidade diz que gostei muito da iniciativa dele, dos assuntos abordados e da exposição por Ele apresentada!
Eu, há época, acompanhei com o maior interesse e emoção os acontecimentos.
Lembro bem que os fatos foram uma continuação da invasão, pela União Indiana, dos enclaves de Goa, Damão e Diu.
À época o Presidente do Conselho de Ministros de Portugal era Antonio de Oliveira Salazar e, da União Indiana, o Sr. Neru, pai da D. Indira Ghandi (?).
O sucesso daquela invasão, deveu-se, em parte, pela negativa da Inglaterra em permitir que Portugal usasse suas bases para que, usando-as como escala, pudesse chegar àqueles territórios com “Forças de Defesa (que pouco adiantariam).
Lembro esses fatos só para dividir um pouco as acusações à URSS e à Cuba como responsáveis pelas carnificinas praticadas contra as populações de Angola.
Lembro muito bem que, na época, a PIDE (Polícia Internacional de Defesa do Estado) prendeu diversas missões evangélicas Americanas que mentalizavam e estimulavam a prática daqueles crimes horrendos com catanas.
Lembro bem que uma parcela muito expressiva de elementos vindos do Ex-Congo Belga é que iniciou a matança dos angolanos (em sua maioria pretos, como comprovam as fotos anexas ao site).
A campanha mais intensa que a Diplomacia Portuguesa enfrentava nas Tribunas Internacionais era movida por “aliados” como EE.UU. Inglaterra. O desenrolar dos fatos provaria, mais tarde que a URSS não era o principal patrocinador das matanças em Angola.
A guerra não se decidiu no campo de batalha, mas na retaguarda, de forma covarde porque os angolanos (pretos, brancos, mulatos e mestiços) foram vitimados de forma cruel e implacável. Até hoje, ainda não conseguiram se erguer. O governo portugues que sucedeu ao Salazarismo retirou as tropas abandonando aquelas populações à própria sorte.
Os governantes portugueses depois do “25 de abril” não tiveram a dignidade de coordenar e supervisionar a formação de um Governo Angolano Pluriracial de Unidade Nacional. Por isso, só por isso, condeno-os, à Todos, pela tragédia vivida pelo Povo Angolano!
Amigo, desculpe o desabafo!
Um Grande e Fraternal Abraço!
A. F. Tomaz
PS: Quando do “25 de abril” Eu mandei uma carta de solidariedade ao Alm. Américo R. Thomaz (Presidente de Portugal) e uma outra ao Presidente do Conselho de Ministros de Portugal, Dr. Marcelo Caetano, tendo, dos mesmos, recebido respostas. Essas respostas, trago-as guardadas comigo!
J.C.Branco disse,
29 de Maio de 2008 @ 05:50
Quiz o destino que eu aqui viesse parar após 36 anos
Fiz parte da C.Caç 1204/72 como Fur Mil (após EAMA e RI21) que rendeu a de 70, no Pango
Estive destacado em Santa Clara e no Gombe, de 72 para 73
Aliás foi do Gombe que ido de férias já não regressei
No primeiro dia de férias, baixei ao Hospital Militar com uma hepatite gravissima que não me custou a vida porque não tinha que ser
Depois da alta ainda pedi para voltar à Companhia, mas recusaram-me o pedido e fui colocado no RI21, até ao final do serviço, em 1/12/74.
Cumprimentos
Albano Jardim disse,
10 de Junho de 2008 @ 16:30
Prezado J.C.Branco
É uma grande honra ter uma mensagem sua neste blog. De um ex-combatente do Gombe!!! Foi efetivamente Você (posso tratá-lo assim?) que me rendeu no Gombe? O Destacamento de Santa Clara pertencia à região do Tari ou à do Pango? Você tem fotografias do Gombe, do Tari e do Pango? Se tiver agradeço-lhe me autorizar a colocar no blog. Já comentaram comigo particularmente que o blog não é rico em fotografias. A minha resposta foi que eu andava com uma G3 para me defender e não com uma máquina fotográfica para “fazer turismo”. As poucas fotografias que tenho foram tiradas por terceiros, pois eu não tinha máquina fotográfica.
Aguardo notícias suas.
Um forte abraço
Albano Jardim
Albano Jardim disse,
16 de Junho de 2008 @ 19:26
Infelizmente, contrários à nossa vontade, somos obrigados a excluir mensagens endereçadas a este blog que ofendam a diginidade do povo português e a honra dos ex-combatentes portugueses no Ultramar.
Isto porque a “guerra para os ex-combatentes” já terminou há muito tempo e não nos compete a nós defendermos eventuais erros praticados por governos que não existem há quase quatro décadas.
A todos os homens de boa vontade os meus respeitos.
Um forte abraço a todos.
Albano Jardim
Venancio Adriano Branco disse,
19 de Junho de 2008 @ 12:47
Venho por este meio dar os parabéns a esse protagonista deste blog que me fez recuar 35 anos atrás sem ele não podia reviver as minhas memorias de menino, Tendo eu nascido nos Dembos precisamente na roça Boa entrada pertencente a família Quinapo foi com grande satisfação e com algumas nostalgia que eu vi algumas imagem que me é bem familiarizada, como aquela em que esta o unimog enfrente da casa onde eu vive na roça Maria do Céu fazenda essa que ficava em frente ao Gombe e a escola e igreja lá em cima no alto e alguns nomes de comerciantes como o Sr. Amândio, Sr. Serafim, Sr. Lameira. Sr. João de Almeida o que tinha a loja atrás do quartel no Gombe os Marimbas do Pango entre outros, tenho em memória as grandes colunas de tropas quando ião para o Pango ou para o Ucua passavam pelo Gombe, tive amigos de alguns batalhões que tiveram no Gombe ia com eles ao rio do muceque no rio bomba, no mukala velhos tempos, apesar da guerra que houve eu era uma criança muito feliz mesmo vivendo no mato, sem grandes sítios para ir tirando ao fim de semana que ia até ao Pango com os meus pais, foi um matar de saudades daquela velha aldeia. Um bem-haja
Um forte abraço e muitíssimo obrigado
Venâncio Branco
Albano Jardim disse,
25 de Junho de 2008 @ 19:38
Prezado Venâncio Adriano Branco!!!
Muito grato por ter visitado nosso blog e ter deixado sua mensagem. São palavras como as suas que nos enchem a alma de satisfação e de alegria.
Um forte abraço
Albano Jardim
José silva disse,
4 de Julho de 2008 @ 11:41
Foi por coincidência que entrei neste site, e fiquei deveras impressionado, pelos factos aqui contados, eu nâo conheço angola embora lá tivesse família, um tio comerciante e fazendeiro em samba cajú e um irmão em sá da bandeira e empregado da empresa Mota & companhia, ambos retornados em 1975, quero salientar a coragem do autor deste site, os meus parabens pelo feito e um abraço
Céu Coelho disse,
5 de Julho de 2008 @ 08:35
Numa pesquisa que tenho andado a fazer sobre coisas relacionadas com Angola, meu país de origem (Luanda), encontrei o seu blog.
Não podia deixar de o felicitar pela existência do mesmo e, pelo facto de, ter contribuido para aumentar um pouco mais os meus conhecimentos relativos aos causadores da dita colonização.
Parabéns e mantenha essa coragem e frontalidade de dizer o que realmente se passou e fez história.
Um abraço.
Céu Coelho
Albano Jardim disse,
7 de Julho de 2008 @ 21:39
Prezado José Silva,
Muito grato por ter visitado o nosso blog e ter deixado sua mensagem.
São comentários como os seus que nos fazem ir em frente !!!
Muito obrigado e um forte abraço
Albano Jardim
Albano Jardim disse,
7 de Julho de 2008 @ 21:44
Prezada Céu Coelho,
Muito grato por ter visitado o nosso blog e ter deixado sua mensagem.
Efetivamente, sentimo-nos na obrigação de divulgar o que realmente aconteceu em Angola, pelo menos na área do Pango e do Gombe-ia_Muquiama. Muita coisa se tem escrito, mas nunca é de mais quando se conta a realidade!!!
Muito obrigado pelo incentivo e um forte abraço
Albano Jardim
J C Branco disse,
29 de Julho de 2008 @ 11:20
Caro Albano Jardim
Antes demais os ex-combatentes de qualquer posto tratam-se por TU como camaradas de armas que foram.
Quem te substitui no Gombe foi o ex-furriel milº Oliveira; eu estive inicialmente afecto à sede da Companhia no Pango, de seguida estive destacado em Santa Clara (pertencia ao Pango e não a Tari) e só no final do meu 1º ano de ZO é que estive no Gombe durante aprox um mês e parte do qual sempre adoentado, tendo acabado no Hospital Militar como informei na mensagem anterior.
Depois da TRAIÇÃO, encontrei-me em Lisboa com alguns ex-camaradas durante 75/76 e daí para cá nunca mais vi ninguém.
Tenho algumas fotografias, mas de locais apenas duas de Santa Clara, as restantes são de pessoal da Companhia.
Resta-me dizer que fui nado e criado em Lisboa e em 1971 fui para Angola para trabalhar e depois servir a Pátria tal como a conhecia e reconhecia porque ela por mim chamava. A guerra, qualquer guerra não é bonita nem limpa, mas pode ser justa e foi nisso que acreditei e foi por isso que disse presente !
Fiquei com Angola e os Angolanos no coração, pretos, brancos e mestiços, que os conheci de todos, e com todos comi à mesa e abracei indistintamente.
Relebro aqui João Cussumua e Lourenço Benguela, dois soldados negros do meu pelotão. Dois amigos.
É isto que custa perceber a quem nunca por lá passou !
Aquele povo merecia a independência ? Sim, é indiscutível !
Mas também mereciam que ela trouxesse a Paz, a Liberdade, a Justiça e o Pão ! Como se passou, trouxe ?
Cumprimentos
J C Branco
Albano Jardim disse,
16 de Agosto de 2008 @ 20:32
Caro J C Branco,
Muito grato pelas tuas informações, caro combatente!!! Desculpa a demora na resposta, mas os meus afazeres diários não me deixam praticamente livre para nada… Enfim são consequências da vida…
E eu que nem me lembrava mais que o destacamento de Santa Clara pertencia ao Pango…
Como tu, a maioria dos portugueses deixou grandes amigos nativos naquela terra. E isso é que muitos não acrditam!!!
Um forte abraço.
Albano Jardim
Antonio Gomes disse,
13 de Setembro de 2008 @ 23:26
Caros Camaradas,
Aqui o Ex Furriel Miliciano Antonio de Oliveira Gomes
Foi so por acaso que encontrei este blog. Mas depois de ler os comentarios e ver as fotos nao resisti a tentacao de enviar umas palavras. Peco desculpa pela ortografia, mas estou num pais de lingua inglesa e o teclado do meu computador nao tem acentos ou cedilhas.
Eu fiz parte do primeiro desfile de tropas na Marginal de Luanda depois de desembarcar do navio Niassa em Abril de 1961
Eu passei pelo Pango Aluquem e Gobe ia Muquiama no principio de Maio de 1961. Depois de patrulhar a area do Ucua partimos a caminho de Quiculungo, Bolongongo , Terreiro, Aldeia Vicosa para substituir o pelotao do Alferes Robles que estava practicamente reduzido a metade. Penso que fomos os primeiros militares a passar pela area do Pango depois dos ataques as fazendas e localidades da area.
Vejo que como eu, ha muitos ex combatentes que ainda hoje continuam a nao se sentirem integrados na chamada sociedade “progressiva” portuguesa.
O maior choque da minha vida, nao foi ir para a guerra em Angola. O maior choque foi o regressar a Lisboa e enfrentar a familia, os “amigos” o desinteresse e o desconhecimento do que se estava a passar no ultramar.
Para essa gente, os dois anos e meio que eu tinha estado ausente foram qualquer coisa como ferias em Africa.
Eles desconheciam, ignoravam ou nao queriam saber que eu tinha estado numa guerra onde morreram ou ficaram mutilados ou traumatizados para a vida inteira jovens que como eu mobilizados aos 21 anos de idade. Alguns dos nossos camaradas ficaram enterrados em cemiterios em localidades muito longe da terra onde tinham nascido, abandonados pela patria que os enviou para a guerra. Os outros que como eu regressaram traumatizados e envelhecidos prematuramente ( embora so tenham passados dois ou tres anos). Desmoralizados pela indiferenca e falta de apoio dos portugueses militares e civis incluindo familia e amigos.
Eu esforcei-me para me reintegrar na sociedade, mas foi uma luta que perdi. Ao principio eu pensava que as pessoas se tinham modificado durante a minha ausencia, pois nos ja nao falava-mos a mesma linguagem, ja nao tinha-mos os mesmos interesses, nos era-mos diferentes e eu so compreendi isso mais tarde quando vi que eu e que tinha mudado, eu era um jovem envelhecido pelas circunstancias.
Sentindo-me marginalizado e impossibilitado de me integrar, resolvi sair de de Portugal que eu tanto amava e continuo a amar mesmo depois desta ausencia de muitos muitos anos.
Ainda hoje fico perturbado quando recordo o passado, e so agora com 68 anos e que mostrei aos meus filhos as fotos e lhes falei um pouco desta parte do meu passado. Mas tenho a certeza de que dos ex combatentes que vao ler este blog tambem compreenderao.
Um grande abraco,
Antonio Gomes
Albano Jardim disse,
17 de Setembro de 2008 @ 07:54
Caro Antonio Gomes,
É uma grande honra ter seus comentários neste blog. Um ex-combatente que em 1961 desembarcou no navio Niassa, participou do primeiro desfile de tropas na Marginal de Luanda, que passou pelo Úcua, Gombe-ia-Muquiama e Pango entre outras localidades, defendendo e reconquistando o território luso. Não tenho sequer a mínima ideia de como enfrentou tudo isso. Essas paragens que depois do 15 de março de 61 se tornaram um inferno … Deve ter passado por poucas e boas!!!
É exatamente o seu ponto de vista (o desinteresse e o desconhecimento do que se estava a passar no ultramar) que deixou e continua a deixar ex-combatentes desmoralizados pela indiferenca e falta de apoio.
Mas a vida continua … e a HISTÓRIA escreverá com letras de ouro que os jovens de todos os pontos do continente, desde o Minho ao Algarve, lutaram bravamente no Ultramar pela integridade do território pátrio. A HISTÓRIA também descreverá quem foram os traidores “a serviço do imperialismo comunista e capitalista”… Veja-se a carta escrita pelo “heróico” Vice-Almirante Rosa Coutinho ao Agostinho Neto!!! …
Um forte abraço
Albano Jardim
Víctor Eberl disse,
19 de Outubro de 2008 @ 09:08
Caros amigos
Entrei aqui pela primeira vez hoje, mas lembro-me de algumas coisas ainda e outras que o meu pai conta.
Sou Víctor Eberl, filho do Carlos Eberl da Fazenda Quenuma-Numa e vivo em Coruche-Santarém o meu contacto é o 917627978 eo mail é victormveberl@iol.pt para no caso de alguém me conhecer e quiser falar comigo ou com o meu Pai pois ele também mora aqui em Coruche.
Acho lindo este blog porque faz as pessoas lembrarem-se de coisas passados á muitos anos e também ser um sítio que as pessoas possam saber de outras que não vêm á muitos anos!
Como por exmplo esta notícia de que o Alfredo Mangushi se encontra mal de saude aqui em Portugal.
Para todos um grande abraço, do meu Pai também
Para qualquer esclarecimento não hesitem em contactar-me, estarei a dispor.
VICTOR EBERL
Carlos Ganhão disse,
8 de Novembro de 2008 @ 19:40
Aconselho-o a ler “Dembos - A Floresta do Medo” - Angola-1969 a 1971, editado pela Terramar em Maio de 2007. Pode encontrá-lo em qualquer livraria. Se não o encontrar em stock para venda imediata, pode ainda encomendá-lo à Editora através da livraria mais próxima da sua residência.
Resume-se a um olhar de um jovem euro-africano que viveu em Angola durante 27 anos (não apenas o tempo de uma comisão), que conhece bem a temática que foi a guerra encomendada pelas grandes potências e que nos foi imposta em Angola e o seu verdadeiro historial.
Relata episódios e acontecimentos vividos na guerra contra a guerrilha no Norte de Angola, do qual foi protagonista. São realçados temas como o racismo, o medo, a traição, assim como o choque de mentalidades entre os quadros militares da Metrópole e os quadros angolanos, quer fossem homens brancos, negros ou mestiços.
Há uma abordagem profunda dos sonhos e das utopias da sua geração, principalmente na classe de Sargentos e Oficiais da Escola Militar de Angola, cmpanheiros com quem conviveu na frente de combate, etc,etc.
Se após o ler estiver interessado em falar sobre o tema pode contactar-me por e-mail.
Albano Jardim disse,
18 de Novembro de 2008 @ 18:40
Prezado Carlos Ganhão,
É uma grande honra tê-lo neste blog. Já tive a oportunidade de ler o seu livro intitulado “Dembos - A Floresta do Medo” - Angola-1969 a 1971″, livro este que me foi emprestado por uma lisboeta que visitava a comunidade portuguesa onde moro.
Achei muito interessante o conteúdo do seu livro e da maneira que expôs os factos.
Está de parabéns.
Um forte abraço
Albano Jardim
silvio lameiras disse,
10 de Dezembro de 2008 @ 16:40
ola amigos, sou nascido em luanda, angola em 1963, mas so nasci la, fui criado no pango aluquem, filho do comerciante manuel maria lameiras, que a unica padaria de la era nossa, que ficava do lado do quartel, naquela epoca eu tinha um amigo com esse nome toze, mas me parece que o pai dele era o sr; joaquim um fazendeiro, conheci os pilancas, o victor eberl e carlos eberl, estudamos juntos em quibaxe, li alguns comentarios, que muitos devem ser conhecidos de meu pai o qual vou falar p ele,saimos de angola final de 1973, viemos p brasil para foz do iguaçu,estado parana, o qual moramos até hoje, gostei de relembrar a nossa terra, o nosso pango, mass infelizmente os governantes daquela epoca fizeram tudo isso, é lamentavel, mas a vida continua, e o importante e termos saude, meu email, silviolameiras@hotmail.com abraço a todos amigos vamos manter contato
Albano Jardim disse,
20 de Dezembro de 2008 @ 17:16
Caro Sílvio Lameiras,
É uma honra tê-lo entre nós.
Muto grato por ter deixado sua mensagem
Um forte abraço
Albano Jardim
Albano Jardim disse,
20 de Dezembro de 2008 @ 17:26
FELIZ NATAL e BOAS FESTAS!!!
Mais um ano se passou.
A “TODOS OS ANGOLANOS DE CORAÇÃO” um FELIZ NATAL e BOAS FESTAS. Que 2009 seja “aquele ano” de muita saúde, acompanhado de mais e mais prosperidade, sucesso e MUITA PAZ!!!
Um forte abraço a todos!!!
Albano Jardim
Henrique Mota disse,
23 de Dezembro de 2008 @ 18:27
Caros amigos. Li com alguma atenção o texto e especialmente os comentários, onde abundam inúmeras imprecisões relativamente ao que decorreu em Angola, em Portugal e sobre algumas figuras políticas da época. Tenho pena que a esmagadora maioria dos comentários estejam eivados de um primário anti-Angola, como se o povo angolano não tivesse direito ao que de mais elementar existe - a independência. Perdem imenso tempo difamando os dirigentes angolanos, esquecendo-se de que portugal é campo propício para as mais macabras manobras em prejuizo dos interesses do povo. Ressalvo as sinceras referências à salutar vivência de elementos portugueses com angolanos. Não deixo no entanto passar em claro a “carta” do almitante Rosa Coutinho ao Dr. Agostinho Neto. É pena que ainda haja alguém que acredite em “música” dessa, própria para os tempos dos “Ferreiras da Costa” e outros amigos, que esses sim, eram os verdadeiros terroristas ao serviço do “patrão” instalado na calçada da Estrela em Lisboa. O amigo que fala no meio milhão de cubanos em Angola, esqueceu-se de contificar os efectivos dos exércitos do Zaire e África do Sul, para além dos mercenários portugueses sob o comando do tenente-coronel Gilberto Santos e Castro. Um abraço de saudação para todos os naturais dos Dembos, filhos do povo guerreiro que sempre se bateu pela sua independência!
Henrique Mota
Armando Reigadinha disse,
5 de Fevereiro de 2009 @ 20:51
Caro Albano Jardim
Também sou da Comp. 1204 do ano 1969(Tari)1970(Pango Aluquem), conheço todos os lugares descritos que por obrigação militar soube cumprir e vai para 3 anos que temos um encontro anual da nossa Companhia com a presença de 25 ex-combatentes onde recordamos as graças e desgraças da nossa aventura no Tari e Pando e aquratelamentos sob nossa jurisdição. Fiquei feliz por saber deste sítio. Já vi que o nosso furriel Carlos Pinto deixou aqui uma mensagem. Força a todos…
Grande Abraço
Reigadinha (de Benguela)
Armando Reigadinha disse,
6 de Fevereiro de 2009 @ 15:21
Caro Albano Jardim;
Quero dar-lhe os meus parabéns pelo Blog que nos traz grandes recordações. Eu estive no Gombe, antes da vossa companhia, aliás foram voçês que nos renderam.Já li um comentário do Furriel Carlos Pinto que foi da minha Companhia. A Alice casou com um Furriel da minha Companhia de nome Domingos Madeira, embora esteja já divorciado. Penso também que um Furriel de nome Coimbra namorou no Pango uma mulatinha muito gira e penso que o Pai tinha uma Fazenda, talvez o Guinapo, não sei…Quando vi o aquartelamento do Gombe, nem queria acreditar, pois tenho uma fotografia na entrada da porta principal. Só não me lembro da vedação de arame farpado, foram voçês que a puseram? Nós temos, desde há três anos um encontro anual de 25 ex-combatentes do Tari e Pango (1969/71) e também aparece o Sargento Nicacio Rosa Pereira que ficou, salvo erro convosco. Guardo grandes recordações do Gombe principalmente do convívio com os Comerciantes e as farras, à noite, na Sanzala onde eu era sempre convidado. Já percebi pela descrição das operações que tiveram mais trabalho que nós.O meu Destacamento para além dos MVL, tivemos uma operação que nos correu mal, com um ferido em armadilha e uma operação onde apanhamos para além da mulher do Chefe do acampamento um guerrelheiro.Quanto a mim era de Benguela e tinha como companheiros de terra o Furriel Parreira, Rico Pontes Esteves e Lima.Depois conto mais, até lá um grande Abraço.
Albano Jardim disse,
12 de Fevereiro de 2009 @ 20:59
Prezado Henrique Mota
Em primeiro lugar peço desculpas ao meu nobre amigo Henrique Mota por só agora terem sido liberados os comentários efetuados no dia 23/12/2008…mas só ontem, 11/02/2009, o administrador do blog voltou de férias e liberou as mensagens. Diga-se de passagem, ele mereceu as férias, mas poderia mesmo estando de férias dar uma olhadinha para ver se havia alguma mensagem nova!!! Já fiz o respectivo desconto nos honorários dele…
Particularmente, da minha parte também não tenho tido muito tempo disponível, para me dedicar com mais afinco ao blog.
Quanto aos comentários deixados neste blog, pode-se verificar que são na sua maioria de pessoas que moravam nos Dembos ou bem próximo e que sentem saudades da sua terra e das suas gentes.
Pelas suas palavras posso deduzir, e corrija-me se estiver errado, que:
1º - não conheceu Angola nas décadas de 60 e 70;
2º - não esteve em combate contra os assassinos dos movimentos de libertação;
3º - não foi obrigado a abandonar a sua terra natal (Angola) após a “libertação” truculenta dos militares da “25 de Abril” e a conseqüente independência do território.
4º - não perdeu nenhum ente querido ou amigo em alguma emboscada traiçoeira;
5º - não perdeu seu lar nem seus haveres;
6º - apenas assiste agora de “camarote” aos factos que lhe chegam pela internet.
Enfim, quer mais? Se insistir, dou-lhe mais razões:
7º - não foi obrigado a se afastar de todos os entes queridos, amigos de infância, colegas de escola, de liceu, da faculdade;
8º - abandonar a terra que o viu nascer e crescer … sem nunca mais a poder visitar … (para não ser assassinado) …
9º - nunca mais poder visitar as instalações da escola onde estudou, pois ela foi “arrasada” pelos libertadores;
10º - nunca mais poder visitar a casa onde passou sua infância (ela foi incendiada!!!);
11º - nunca mais poder conversar com os habitantes do seu bairro da sua cidade, porque os que ficaram (os nativos – foram simplesmente assassinados pelo Exército Libertador do MPLA) e os que conseguiram fugir de Angola estão espalhados por esse mundo;
12º - AFINAL DE CONTAS, OS QUE NASCERAM EM ANGOLA, MESMO BRANCOS, SÃO ANGOLANOS TAMBÉM!!!!
13º - a maneira como foi feita a descolonização é que é imperdoável !!!
14º - a maneira como o MPLA “riscou do mapa” todos os adversários que se colocassem no caminho até à “VITÓRIA FINAL”. E não só os efetivos dos contingentes dos outros dois movimentos de libertação. Como está descrito no blog, a maioria da população (nativa) da Calenga – Vila Verde foi barbaramente assassinada … Que “libertação” é essa que mata sua própria população indefesa!!!
QUE INDEPENDÊNCIA É ESSA???
Caro Henrique Mota, informe-se melhor sobre as atrocidades que o Exército do MPLA auxiliado pelo exército de Cuba fez contra a população nativa.
Informe-se melhor sobre o que fez o Governo da Revolução dos Cravos ao “caçar” em Angola todos os que eram da lei até o “25 de Abril” e que poderiam fazer-lhes frente para uma independência mais justa …
Os que eram da lei até o 25 de Abril passaram a ser os “bandidos” e os que eram bandidos passaram a ser os “heróis”!!! Onde é que estamos??? Isso aí é uma INVERSÃO DE VALORES!!! …
Quantas vezes a “Polícia da Revolução dos Cravos” esteve em casa dos meus familiares procurando por “bandidos fantasmas”??? O que é isso???
É muito fácil prezado Henrique Mota estar agora de camarote FAZER SUAS CRÍTICAS A QUEM AMOU E CONTINUA AMANDO ANGOLA!!! …
Caro Henrique Mota, você diz em seu comentário: “Tenho pena que a esmagadora maioria dos comentários estejam eivados de um primário anti-Angola” …
Que primário Anti-Angola é esse???
Até o “25 de Abril” sonhei por um “PORTUGAL UNO E INDIVISÍVEL”.
Depois do “25 de Abril” sonhei com uma “ANGOLA INDEPENDENTE – MAS MULTI-RACIAL” … É sonhar muito ????
Você diz em seu comentário: “como se o povo angolano não tivesse direito ao que de mais elementar existe - a independência” … E eu sou povo daonde???? Da China??? Do Japão??? Da Austrália???
Você diz em seu comentário: “Perdem imenso tempo difamando os dirigentes angolanos”.
… e matar mais de 1.000.000 (um milhão) de seres humanos indefesos é o quê ???
Você diz em seu comentário: “esquecendo-se de que Portugal é campo propício para as mais macabras manobras em prejuízo dos interesses do povo” ….
… e isso é NOVIDADE???
Quanto à “carta” do “almirante vermelho” ao Dr. Agostinho Neto, você tem dúvidas????
Recordemos sòmente que o “aconselhado” na referida carta foi cabal e “escrupulosamente” cumprido…
A referida carta, datada de 22/12/74, foi publicada num jornal sul-africano em 75.
Foi exatamente a partir de Dezembro de 1974 e por ordem do “almirante vermelho” que a PSP foi substituída por patrulhas conjuntas dos três movimentos terroristas.
Quem mandou desarmar todos os brancos???
Como se pode ignorar que a missão do “almirante vermelho” em Angola tinha como objectivo único entregar o poder ao MPLA que, como se sabe, era na altura o movimento com menos poder militar.
É dúvida que o “almirante vermelho” favoreceu o MPLA???
Quem autorizou dar as informações classificadas por militares portugueses ao exército cubano para que este pudesse intervir em Angola???
Numa Angola ainda sob administração portuguesa, civis e militares portugueses passaram aos cubanos a informação necessária para que estes invadissem Angola e combatessem os outros movimentos ao lado do MPLA.
Como é que a administração portuguesa comandada pelo “almirante vermelho” AUTORIZA que um exército estranho invada o País?
Precisa de mais?????
Um forte abraço.
Albano Jardim
Albano Jardim disse,
13 de Fevereiro de 2009 @ 17:30
Prezado Armando Reigadinha
Muito obrigado pelos seus comentários. É bom “ter notícias” de um ex-combatente da Companhia 1204!!! Muita satisfação … mesmo!!! Aos poucos vamos sabendo mais coisas da nossa terra …
Lamentavelmente não poderei estar presente ao encontro anual dos ex-combatentes da Companhia, pois me encontro bem longe daí.
O arame farpado foi colocado na época que estive no Destacamento do Gombe. Também fizemos um posto de vigia dentro do quartel com uns 15 metros de altura. Era para manter o pessoal ocupado. E todos adoravam cooperar. Isso era uma verdade!!! Íamos à mata escolher os troncos de madeira mais resistente … e à machadada a árvore ia abaixo. Coitado do UNIMOG para puxar aqueles troncos!!! …
Você se lembra dos filhos do Tio “Joaquim”, atrás do quartel ???
O Paulinho, hoje com quarenta e poucos anos, também já fez alguns comentários neste blog.
Mande mais notícias. Você teria mais fotos do Gombe ou do Tari? Caso tenha gostaria de colocá-las do blog.
Um forte abraço
Albano Jardim
José Figueiredo disse,
22 de Fevereiro de 2009 @ 21:39
Amigos,
Nasci em Luanda, iniciei a escola primária em Pango Aluquem.
Estudei em Luanda e passava férias no Pango.
O meu pai, José Ramos ( tem 85 anos ), trabalhou para o Paulo- Lda, vários anos ( camionista no transporte de café ). Era proprietário do bar, talho e peixaria ( na descida do Pango, junto ao aquartelamento da tropa ). Conhece toda a boa gente do Gombe ia Muquiama e ele gostava de contactá-los.
Um abraço
Henrique Mota disse,
23 de Fevereiro de 2009 @ 23:23
Senhor Albano Jardim
Se tiver meios económicos posso ajudá-lo a programar uma viagem à sua terra. Certamente que tem lá muita gente que ainda se lembra de si. Não diga a ninguém que não pode ir à sua terra porque isso não acontece por impedimento das autoridades angolanas. Nesta momento estão em Angola mais de 80 mil portugueses, muitos dos quais nasceram lá. Se não tem “rabos de palha” avance que eu posso dar uma ajuda.
(1)Engana-se quando afirma que não conheci Angola nas décadas de 60 e 70; cheguei a Angola como militar em 19 de Junho de 1960. Por motivos pessoais regressei a Portugal em Agosto de 1977, e cá vivi até Agosto de 1985; regressei a Angola onde fiquei até Agosto de 1992, regressando somente por motivos familiares. Já lá voltei, mais de uma dúzia de vezes, tendo estado em Luanda em abril passado, para o lançamento de um livro (Angola, Lágrimas de Sangue). Bem contados são pelo menos 25 anos, em tempo de colónia e já depois de Angola independente. Sobre ainda, a sua afirmação de “não conheceu Angola …”, não me vou pormenorizar, mas só lhe digo que conheço como as minhas mãos toda a região Norte, e naturalmente a zona dos Dembos onde você viveu e penso foi feliz. Um aparte - conheceu o sr. Eduardo Rebelo da Silva, que tinha uma fazenda no Pango? Fico-me por aqui.
(2)Não estive em combate, e muito menos contra assassinos; o meu combate foi sempre no campo das ideias, com todos os prejuízos que tal prática me acarretam. Ponha-se no lugar dos angolanos e imagine o que pensarão eles sobre os portugueses que continuam a expressar-se da forma como o faz. Já ouviu falar do massacre da Baixa de Cassanje em Janeiro de 1961? e dos massacres dos Dembos no princípio do século XX? e da matança de Seles e Amboim em 1917?; e da chacina de Catete em 1921?; e do extermínio dos buximanos na década de 40?; e do que se passou depois de 4 e 10 de Fevereiro de 1961, nos muceques de Luanda? Posso dar-lhe mais uma dezena ou duas de situações que ao longo de gerações se foram acumulando em raivas e ódios, acabando muitas vezes por pagar os que não têm culpa. Ouviu falar nos aviões com bombas de napalm que foram lançadas sobre populações indefesas, em Janeiro de 61 na Baixa?. Sabe quantos milhares de angolanos foram derretidos nessas operações militares? Os angolanos não tinham aviação, pelo que usavam as armas de que dispunham. Nunca ouviu falar dos presos políticos que eram atirados dos aviões sobre o Atlântico? Foi gente da Força Aérea Portuguesa que fez essas denuncias. Ouviu falar no major Ervedosa, que se recusou a lançar bombas sobre gente indefesa, e que acabou por fugir para a Argélia?.
(3)“Não foi obrigado a abandonar a sua terra natal (Angola) … “ Não sou natural de Angola, mas considero-me angolano, por vários motivos, sendo o principal o ter sido sempre bem tratado e ter correspondido da mesma forma, desde o momento em que pisei terra angolana. Fui obrigado a abandonar a minha terra (Portugal) e tudo porque me recusei a fazer parte do grupo que comia e calava, o que o Dr. Salazar lhes quisesse dar. Muito boa gente fez o mesmo que eu. Apareci em Angola por acaso já que me ofereci voluntário para a então Índia portuguesa; só que alguém me trocou as voltas, e eu que esperava chegar a Goa e na primeira oportunidade fugir, acabei em Angola, onde casei e nasceram os filhos, e fiquei muito para além do glorioso 11 de Novembro, porque, como aconteceu a cerca de 20 mil portugueses, ninguém correu connosco. Tão claro como isso.
(4 e 5) “Não perdeu nenhum ente querido …”- Perdi e chorei alguns filhos de Angola que eram como se fossem da minha família. Em termos materiais nem vale a pena falar; mas ganhei muitas amizades e tenho orgulho na minha angolanidade. A alegria da noite inesquecível de 10 para 11 de Novembro de 1975, é daquelas coisas que se vive só uma vez na vida.
(6)Felizmente fui desportista muitos anos pelo que essa do “cadeirão” não é certamente para mim. Se me dedico à Internet é que escrevo umas coisas e os compromissos morais a isso me obrigam. A ofensas pessoais não respondo. A guerra “é cega”, não escolhe as vítimas, pelo que lamento o que lhe aconteceu a si e tantos outros portugueses. Foi pena o Dr. Salazar não ter dado ouvidos aos que, anos antes de 1961 o avisaram de que, o que posteriormente se passou seria inevitável. A análise da descolonização também passa por aí.
(7 e
“AFINAL DE CONTAS, OS QUE NASCERAM EM ANGOLA, MESMO BRANCOS, SÃO ANGOLANOS TAMBÉM!!!! (9, 10, 11, 12) . Estamos perfeitamente de acordo, De acordo com a Lei da Nacionalidade, o senhor pode ir ao Consulado Geral de Angola em Alcântara – Lisboa, e comece por tratar do Passaporte Angolano, pois tem direito a ele. O B.I. só mesmo em Angola, com Certidão de Nascimento local, e isto porque tem que ser o próprio a ssinar na presença, os documentos e colocar na papelada as impressões digitais. Como vê, Pode ser angolano e ter a sua documentação como Cidadão Angolano, Isso de ser branco, não conta rigorosamente nada.
“a maneira como foi feita a descolonização é que é imperdoável !!!” (13). É a sua opinião, que se veio embora; não é a minha que fiquei no terreno.
Sobre o seu ponto 14, não quero entrar em discuções que não chegam a lado nenhum. O MPLA, não foi o “papão” que muitos dizem ter sido; essa sua opinião é natural para quem se veio embora; se tem ficado em Angola certamente que não tinha a mesma opinião. Dou-lhe só uma pista. Enquanto o líder da UNITA foi vivo, os culpados da guerra eram os do MPLA. Depois de morto o Dr. Savimbi, a gueera acabou. Seria por milagre? É que por vezes os “maus” não são os que parecem.
O seu ponto 15, refere – “Como está descrito no blog, a maioria da população (nativa) da Calenga – Vila Verde foi barbaramente assassinada … Que “libertação” é essa que mata sua própria população indefesa!!!
Senhor Albano, informe-se porque a realidade não é essa. Sobre a libertação, digo-lhe o seguinte- Como sabe os portugueses estiveram sob o domínio castelhano durante 60 anos, o pelo que aprendemos da Escola, não gostaram nada dessa situação. Os angolanos, “aturaram” o domínio português quase 500 anos. Será que terão gostado? Não me parece, senhor Albano.
Quanto ao resto da sua carta, parece-me que não vale a pena insistir. Você veio embora e quer discutir comigo o que se passou em Angola à posterior. Só lhe transcrevo um comentário que sobre o mesmo assunto escrevi a 22 do corrente, na Net “– A famosa “carta” por muito que custe aos detractores do almirante Rosa Coutinho, é uma grosseira falsificação dos então serviços secretos sul-africanos. Se repararem a frase “REPARTIÇÃO DE GABINETE DO GOVERNO-GERAL” é escrito à máquina, tal qual como o texto, contrariando os documentos da época, onde essa frase é impressa, com o mesmo tipo de letra do cabeçalho – “REPÚBLICA PORTUGUESA – ESTADO DE ANGOLA”. Aliás isto é um assunto que já foi mais do que uma vez esclarecido pelo visado; onde é que se viu um Encarregado de Governo tratar o Dr. Agostinho Neto por “Camarada”; O Dr. Agostinho Neto não recebia ordens de militares portugueses, porque motivo as havia de receber do almirante?; só mesmo na mente de lunáticos, versados em política de café, que não conheceram o “nosso Manguxi”.
Acrescento que também tenho uma “cópia” da famosa carta. Porque já vai longo o comentário, fico-me por aqui; se no entanto entender que não lhe respondi a tudo, è só escrever. Saudações – H.M.
Albano Jardim disse,
2 de Março de 2009 @ 08:54
Prezado Henrique Mota,
Você é o Autor de «Angola, Lágrimas e Sangue» que diz ter saldado a dívida com o povo angolano…
… mas não saldou a dívida do sangue das vítimas do TERRORISMO de 1961 a 2002…
… integrante dos Resistentes Antifascistas Portugueses … (Os governos de Portugal podiam até ser fascistas … o povo não).
… adversário da Pátria Portuguesa … e contra o Povo Português …
… não me admira, portanto, sua filosofia de vida …
… Você está no seu direito de ser Antifascista … no seu direito de ser Anti-Patriota … no seu direito de ser um português que seu “vendeu” aos interesses do MPLA … (Tal motivação deve-se em parte ao povo angolano que «felizmente o acolheu como filho adoptivo» - como Você mesmo diz).
… Cuidado!!!! Ser filho adotivo pode não ser um bom “negócio”.
… Cuidado!!!! Já vi esse filme antes. Para o MPLA não existem indescartáveis!…
… eu estou no direito de ser um ANGOLANO longe do meu País (ANGOLA) … onde, aliás, estou muito bem … longe dos racistas angolanos … longe de ser assassinado pelo motivo de ser português …
… caro Henrique Mota … honre e respeite, pelo menos, os mortos do TERRORISMO!!!
José Manuel Moinhos disse,
2 de Março de 2009 @ 16:17
Parabens pelo Blog
Fiz parte do serviço militar nesta zona de Angola nos anos de 1967 e 1968, estive aquartelado no Píri, e sei que é verdade o que relata no deu blog, e admiro a maneira como transcreve todos os factos por que passou, que são bastante sentidos.
Passei por momentos dificeis por isso o compreendo tão bem.
Lastimo a maneira selvagem como foi feita a descolonização
Os meus cumprimentos
Albano Jardim disse,
3 de Março de 2009 @ 20:04
Prezado José Figueiredo,
Muito grato por ter deixado sua mensagem.
Repassei a mesma para um “nativo” do Gombe-Ia-Muquiama, o nosso amigo Paulo Vitorino. Tenho a certeza que o Paulinho vai ajudá-lo.
Haverá, com toda a certeza mais pessoas que o irão contatar.
Um forte abraço
Albano Jardim
Nascido em Angola disse,
5 de Março de 2009 @ 20:57
Sr. Henrique Mota,
O Sr. fala muito, mas diz tudo errado.
Medite
sem mais comentários
Um abraço ao Sr. Jardim (Nelo)
AJPINTO disse,
14 de Março de 2009 @ 15:42
Amigo José Figuiredo
Estive no Pango alguns anos e nâo me lembra de ouvir falar no nome do teu pai, Sr José Ramos.Como transportador de café da Casa Paulo so conheci, o Valentin e o Grosa;e casa comercial com talho e peixaria, jâ nâo conheci, isto no Pango velho perto do quartel; conheci peixaria e talho isto no Pango novo que ficava entres as casas comerciais do Srs. Roque e Armindo.Embora seja anterior ao que eu conheci.Pois o teu pai tem aproximadamente a do meu, e ao meu pai nesse nome nâo se recorda, pois também ja la vâo muitos anos e a memoria, ja vai falhando…..da mlais novidades e nomes de amigos por la tinha pois pode ser que a memoria nos venha ajudar, até breve
Albano Jardim disse,
21 de Março de 2009 @ 11:54
Prezado José Manuel Moinhos
Fico honrado com a sua presença neste blog!!! Ainda mais que esteve em 1967 e 1968 como militar no Piri, povoação entre o Úcua e Quibaxe, na temida região dos Dembos!!! Também deve ter passada por muitas e boas!!!
Muito grato pelas suas palavras de incentivo.
Um forte abraço
Albano Jardim
Albano Jardim disse,
21 de Março de 2009 @ 14:40
Prezado “Nascido em Angola”,
Não sei quem é, mas de qualquer maneira, muito grato pela sua oportuna manifestação de apoio.
Um forte abraço
Albano
josé disse,
23 de Março de 2009 @ 10:11
Li, chorei e rezei.
Li, um importante contributo para a história de 2 povos, que para o bem e para o mal há 500 anos se encontraram e necessitam de ultrapassar a catarse desse seu relacionamento. Esta também é uma das formas de o conseguir.
Li, a epopeia de um soldado, contada na primeira pessoa, num dos lados da barricada. O outro lado também tem a sua história, há que a conhecer, entender e respeitar.
Chorei, pelos que, de um e de outro lado, morreram ou perderam as suas famílias e o seu curso de vida, num conflito, para o qual, lideres com falta de visão, atiraram estes povos.
Rezei, para que estes dois povos, no respeito pela sua idiosincrasia, partilhem em paz uma história comum, e possam caminhar juntos no engrandecimento das suas pátrias.
Albano Jardim disse,
24 de Março de 2009 @ 22:17
Prezado José
Muito grato por ter deixado sua mensagem de PAZ a um povo tão sofrido.
Infelizmente existem ainda pessoas que aprovam o terrorismo praticado pelos movimentos de libertação, como se o povo em si fosse o culpado.
Lembro-me neste momento de quantas vezes escutei a Rádio Brazaville manifestar através da propaganda do MPLA que se matassem o máximo de pessoas. (Pessoas inocentes, velhos, mulheres e crianças …). Quantas e quantas vezes escutei às 07:00 da noite a Rádio Brazaville ??? Não tem conta!!!
… e agora vem dizer o MPLA que é favor da PAZ!!! Somente agora que já está no poder … porque enquanto não dizimou a UNITA e a FNLA a ordem continuou sendo: “MATAR!!! MATAR!!! MATAR!!!”
… QUEREM ENGANAR QUÉM???
A todos os Homens de boa vontade os meus respeitos.
Para Você, prezado José, um forte e fraternal abraço.
Albano Jardim
Henrique Mota disse,
27 de Março de 2009 @ 21:36
Caros amigos que se preocuparam com o que escrevi em resposta ao senhor Albano Jardim. Felizmente não sou aquilo que os senhores maldosamente escrevem a meu respeito. Não tenho muito tempo disponível para estar com frequência a consultar a Net, mas mesmo assim, envio-vos uma carta aberta, que um destes dias enderecei aos ex-militares do Esquadrão 122, que estiveram em Angola em princípios dos anos sessenta. Nesta carta emcontrarão algumas respostas para as calúnias que escreveram a meu respeito.
Carta aberta aos militares do Esquadrão 122 da Escola Prática de Cavalaria de Santarém, pais adoptivos do Pedro Luqueia de Santarém.
Caros amigos.
Será um lugar comum dizer que foi longa e cruel a guerra colonial; dura e injusta como todas as guerras, quer para os que se bateram nas densas matas de Angola, Guiné e Moçambique, fossem africanos ou portugueses, como igualmente para os que de longe acompanhavam de coração apertado o destino dos seus, esperando a todo o momento uma má notícia. Para muitos portugueses, terá sido o honroso cumprimento de um dever. Para os angolanos conscientes, foi o grito de revolta pelos sacrificados anos vividos sob a pata do colonialismo português; para muitos outros africanos, foi mais uma etapa da sua sacrificada existência, onde a vida de cada um nada valia.
O signatário, nasceu em Portugal (meu pai era natural da Ribeira de Santarém), e como tantos outros portugueses, conheceu bem o redil da “liberdade” condicionada que nos era “oferecida” pela ditadura. Em 1958, tomei verdadeira consciência do embuste que constituía a vida do povo português.
Quando em 1959 iniciei o cumprimento do serviço militar obrigatório, possuía já suficiente experiência política para perceber que o futuro de qualquer jovem dentro das limitações impostas pelo regime, era demasiado condicionado e sem perspectivas. Como inconformado que sempre fui, vaticinei um percurso que forçosamente teria que passar por outras latitudes. Terminada a “recruta” no Trem-Auto em Lisboa, logo que oportuno, “ofereci-me” voluntário para a chamada “Índia portuguesa” com o objectivo de desertar para um país livre, mas os meus projectos saíram furados e acabei sem saber como, em Angola (integrado numa Companhia de Caçadores Especiais) onde desembarquei a 19 de Junho de 1960. Segui em coluna militar para o Toto (hoje, M’Baia), na zona de onde é natural o Pedro Luqueia. Antecipadamente alertado, tive desde o primeiro dia a preocupação de me inteirar da forma como viviam e eram explorados os que trabalhavam para os caciques locais. Por motivos “administrativos” que me ultrapassaram, fiquei na região do Toto, somente cerca de dois meses e meio (contra os 24 previstos), sendo colocado em Setembro desse ano, em Luanda no ASMA – Agrupamento do Serviço de Material de Angola, devido à minha condição de furriel mecânico. Apesar do pouco tempo de estadia pelas terras do “Cid Adão” (Toto/Bembe), aí assimilei os conhecimentos suficientes para verificar a justeza dos lamentos e lágrimas do povo, vítima da administração colonial portuguesa. Já em Luanda, praticando desporto no Clube Atlético de Luanda (o clube dos “pretos” como os colonos lhe chamavam), o que posteriormente se passou em Angola e nomeadamente na capital da Colónia (que testemunhei) no ano de 1961 e seguintes, constituíram acontecimentos dramáticos de que jamais me esquecerei, e que de uma forma muito directa, bastante valorizaram a minha formação política, e sobretudo constituíram valiosos contributos para a decisão que tomei, da consciente e incondicional adesão à justa causa do povo angolano. No entanto, nunca confundi a política do Governo de Oliveira Salazar, com o comum dos cidadãos portugueses, nem deixei de valorizar todas as acções humanitárias que nos dão a dimensão do quanto vale a solidariedade humana, viessem elas donde viessem.
Ao longo da nossa existência temo-nos batido pela defesa do direito dos povos à dignidade e respeito; o que temos escrito nesse sentido ao longo dos tempos, tem sido confesse-o, face à crueza dos factos, pouco lisonjeiro para os portugueses africanistas, enquanto agentes do regime colonial-fascista de Salazar/Caetano; nos territórios coloniais portugueses, embora não muito numerosos, tive também a grata felicidade de conhecer gradas figuras de democratas portugueses, que sempre se bateram com dignidade pela defesa dos direitos dos colonizados, e souberam corajosamente denunciar as “tropelias” do regime e seus mandantes.
Como acima referimos nunca nos moveu qualquer animosidade contra aqueles que foram para a guerra colonial na convicção de que iam defender a pátria, nem tão pouco contra os que, por ignorância política, colaboraram no mortífero conflito que ceifou a vida a milhares de jovens africanos e portugueses, e retirou futuro a sabe-se lá, quantos meninos como o Pedro; no fundo, em ambos os casos, esses jovens não passaram de vítimas de um regime que através da ignorância tentou perpetuar –se no poder. Na parte que nos toca, junto de muitos deles, tivemos a oportunidade de os alertar para o errado caminho que estavam trilhando.
Mas voltemos ao Pedro Luqueia de Santarém. A humanitária acção dos militares do Esquadrão 122, que recolheram o Pedro Luqueia e lhe deram uma educação e instrução esmeradas, embora constitua um caso isolado, merece de todas as pessoas de boa vontade os maiores elogios, e da nossa parte o reconhecimento pelo seu importante contributo (quanto mais não fosse), na demonstração de que em Portugal no tempo colonial, também havia gente de boa vontade e coração sem ódios.
Sou amigo do Pedro Santarém há uns anos, e conheço bem os seus nobres sentimentos; temos juntos lutado contra esse eterno flagelo que é o racismo e a discriminação social. Estou a escrever estas linhas, depois de regressar de uma actividade cultural alusiva ao “Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial”, organizada pela Câmara Municipal do Barreiro, na qual o Pedro Luqueia de Santarém, também esteve envolvido.
Já em casa, escutei a vossa feliz reportagem, e foi comovente ouvir as palavras dos “pais adoptivos” do Pedro. Espero sinceramente que um dia tenha a oportunidade de os conhecer, e agradecer-lhes de viva voz, em “nome” dos que morreram sem terem a alegria de ver a sua terra libertada; dos que viram as suas vidas arruinadas e os parcos haveres destruídos para além dos seus ente queridos desaparecidos ou mortos. Espero poder expressar-lhes o meu sincero reconhecimento como se pai de todos os Pedros eu fosse; daqueles que, algures em Angola, ainda vivos, também sabem ser agradecidos aos que lhes fizeram bem. Quando tratado como gente, o povo angolano tem um coração do tamanho do Mundo.
Para terminar sinceros parabéns à equipa de reportagem da TSF, que tão bem “ilustrou” a odisseia do jovem Pedro, e a acção humanitária dos militares portugueses do Esquadrão 122, da E.P.C. de Santarém.
Um kandandu (em kimbundu = abraço) muito sincero e agradecido a todos, do Henrique Mota.
Albano Jardim disse,
23 de Abril de 2009 @ 14:33
Transcrição do texto de Miguel Mattos Chaves, com o título:
“Sou Português e envergonho-me do que se passou em Angola”
Mas quem me pode dar o contacto deste honrado português, para lhe agradecer e incentivá-lo a divulgar a lista de toda a vara nojenta assassina, que destruiu toda uma Nação e foi responsável e deverá ser julgada, pela morte de milhares de inocentes e heroicos cidadãos ?
Sou Português e envergonho-me do que se passou em Angola
UM DEPOIMENTO QUE NÃO TRÁZ NADA DE NOVO! JÁ O SABÍAMOS, FALTA PÔR NO PAPEL OS NOMES, PARA QUE A HISTÓRIA REGISTE. SÓ E APENAS!
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Sou Português e envergonho-me do que se passou em Angola
O MPLA já NÃO TINHA NINGUÉM EM ARMAS, no terreno. A situação do MPLA no 25 de Abril era a de movimento político pois já não tinha guerrilheiros armados e organizados. Estava reduzido a quadros políticos, a maior parte dos quais fora de Angola, rodeados de modormias e benesses.
por: Miguel Mattos Chaves
Sou Português e envergonho-me do que se passou depois do 25 de Abril de 1974 em Angola.
Meus Caros Amigos,
Até hoje mantive o silêncio sobre o que se passou em Angola, onde prestei Serviço Militar no período de 1973 a 1975.
Mas hoje … após ver o que está abaixo escrito, em entrevista … não posso mais ficar calado.
Seria uma Traição à memória de centenas de milhares de civis e militares, negros e brancos, que morreram no período pós-25 de Abril de 1974, em Angola.
Traição, tanto maior quanto o branqueamento que o entrevistado pretendeu fazer sobre o que aconteceu e branqueamento perante a real situação no terreno da Província de Angola.
Vamos a factos:
1 - Desde 1968 que não havia confrontos, dignos desse nome, na província entre as tropas portuguesas e os movimentos terroristas, depois ditos de libertação;
2 - O MPLA já NÃO TINHA NINGUÉM EM ARMAS, no terreno. A situação do MPLA no 25 de Abril era a de movimento político pois já não tinha guerrilheiros armados e organizados. Estava reduzido a quadros políticos, a maior parte dos quais fora de Angola, rodeados de modormias e benesses.
3 - Este movimento reorganizou-se por força das sucessivas traições cometidas após o 25 de Abril, patrocinadas por Oficiais Militares Portugueses do Quartel General que lhes forneceram equipamento e armamento e instrução. A sua base de recrutamento foi a população jovem dos Musseques de Luanda, principalmente.
4 - O oficial que mais responsabilidades teve no processo foi o Almirante Rosa Coutinho, pois foi na sua época que o MPLA conseguiu o apoio e a logística suficientes, para que conseguisse por volta de Julho/Agosto de 1975, “correr de Luanda” com os outros movimentos (FNLA e UNITA).
O “Almirante Vermelho”, mais o Pezarat Correia e outros que tais do QG, que deviam ter sido julgados pelo crime de Alta Traição à Pátria, foram quem patrocinou tudo aquilo que tive de aturar e tentar minorar, juntamente com os meus homens, na cidade de Luanda.
Houve noites em que tivemos de acartar mortos dos Musseques para cima das Berliets. Tivemos que defender casas particulares, de escoltar civis até ao aeroporto… etc…etc…
5 - Andei em patrulhamentos com os 3 Movimentos, falei com os seus soldados e oficiais, e sei do que falo!
6 - Dos 3 movimentos:
O MPLA - era constituído por soldados e oficiais recrutados à pressa nos Musseques e armados pelos ditos Oficiais do QG (dito português); Mal sabiam pegar nas armas e disciplina … nem sabiam o que era;
O FNLA - era constituído por soldados Catangueses, que falavam correctamente o Francês. Alguns … digo bem, alguns, dos oficiais sabiam falar português;
A UNITA - era constituída por soldados e oficiais disciplinados e com uma hierarquia copiada das nossas forças armadas.
7 - Repito, andei com os TRÊS Movimentos nas viaturas que eu comandava, em acções de patrulhamento em Luanda.
8 - O Dr. Jonas Savimbi tinha sido convidado, em 1973, para Governador da Província de Sá da Bandeira pelo Governo chefiado pelo Prof. Doutor Marcello Caetano. Não aceitou pois preferia ser Secretário Provincial numa de duas pastas: Justiça ou Educação. A UNITA fazia de tampão e colaborava com as forças armadas portuguesas, face a tentativas de infiltração da FNLA.
9 - O FNLA tinha DOIS BI-GRUPOS, no território. A base do Canacassala, ao pé de Nambuangongo, estava de há muito abandonada e desactivada (desde 1970, segundo informações dos homens da JAEA e de outros homens no terreno (não identifico pois não confio no entrevistado e não sei se estes estão ainda vivos);
10 - ESTATÍSTICAS da Região Militar de Angola: 80% dos mortos entre 1961 e 1975 foram desastres de viação; apenas 20% foram mortos em combate. Sucede que só tinham direito a pensão de sobrevivência as famílias dos militares mortos em combate. Logo para não prejudicar as famílias eram os relatórios fechados com a aposição de morto em combate. No meu próprio Batalhão tivemos 8 mortos. TODOS em desastres de viação. No relatório: mortos em combate…
A GUERRA em ANGOLA TINHA ACABADO.
11 - Vamos agora ao MOVIMENTO dos CAPITÃES de que V.Exª devia TER VERGONHA de ter pertencido: 3 reinvindicações dão origem ao Movimento dos pretensos “libertadores”:
(A) Melhores salários a pagar a quem estivesse em Z.O. a 100% (Zona Operacional mais perigosa)
(B) Reequipamento em material de guerra e viaturas, das tropas em missão de soberania (citei)
(C) Que os Oficiais do Quadro de Complemento (MILICIANOS como eu) não tivessem acesso à carreira de Oficial do Quadro Permanente.
E foram estes os “NOBRES” motivos do Movimento dos mentecaptos que deram cabo de Portugal, de Angola, de Moçambique da Guiné, etc…. e que são os responsáveis por milhares de mortes nas ex-províncias ultramarinas.
São os responsáveis por milhares de famílias que ficaram sem os seus haveres;
São os responsáveis por 800.000 portugueses, negros e brancos, terem de fugir das suas casas e se virem espoliados dos seus bens;
São os responsáveis por milhares de soldados negros, que serviram sob a sua bandeira: a Portuguesa, terem sido fuzilados após a independência desses territórios, após a fuga dos “Libertadores”;
São os responsáveis pelo abandono de Timor e pelo genocídio que em seguida se deu no território,
etc… etc…
Por muito menos teriam sido (por exemplo nos EUA), julgados e condenados à morte, por conivência em Genocídios ou pelo crime de Alta Traição.
E foram em Junho de 1972 para o Terreiro do Paço em manifestação fardada, aproveitando as fraquezas e hesitações do Prof Marcelo Caetano; Fraca figura. Fracos dirigentes … fazem fraca … a forte gente.
E, mais uma vez na nossa história, assim foi!
12 - Como essas reinvidicações não podiam ser todas satisfeitas de repente, e como NÃO LHES FOI DADA ATENÇÃO face ao IMPEDIR os OFICIAIS MILICIANOS de acederem ao Quadro Permanente, começaram a conspirar e dasabaram no 25 de Abril. REINVINDICAÇÃO Mais CORPORATIVA que ESTA NÂO CONHEÇO.
13 - A partir de 1973 são manipulados (esses inteligentes capitães e seus idiotas superiores aliados) pelo PCP. Depois foi o que se viu…. Pensavam que sabiam … os coitados…
14 - O Episódio da Vila Alice!
SENHOR NÂO DIGA ASNEIRAS!
Aliás todo o seu depoimento é vergonhoso, bem digno dos “inteligentes do 25 de Abril”.
O Alferes da Polícia Militar, O Furriel da Polícia Militar e os dois soldados da viatura, foram aprisionados pelos esbirros do MPLA, só possível pela conivência da desordem reinante em Luanda e pela cumplicidade activa dos Oficiais do Quartel General.
De imediato o Batalhão de Comandos (estacionado no Grafanil) teve conhecimento, e dois outros batalhões de infantaria, entre os quais o meu, se mobilizaram por ordem dos seus comandantes, que… NÃO alinhavam com os MFosos (os do MFA).
De imediato se montou uma operação coordenada de cerco à Vila Alice (para os que não sabem a Vila Alice era o Quartel General do MPLA) - (SEM O CONHECIMENTO DO QG português) - (Está tudo documentado pela TVE, pois os documentos portugueses já devem ter desparecido) e o Oficial, o Furriel e os Soldados foram resgatados (o Alferes com ferimentos numa perna e num braço foi levado para o HMP de Luanda, onde foi tratado).
15 - Foram mortos 27 homens do MPLA. O resto foi preso “à chapada”. Foram desarmados e aprisionados pelas forças portuguesas no terreno (das quais eu, COM MUITA HONRA, fazia parte … PERCEBEU?).
16 - Comentário do Jornalista da TVE: como é que os Oficiais Portugueses dizem que perderam a Guerra em Angola, depois do que aconteceu hoje? Sem comentários…
17 - Os Comandantes e restantes Militares do MPLA foram soltos por pressões dos Altos Comandos do Q.G.
Senão… teria acabado ali o MPLA. PERCEBEU?
Peço desculpa do tom agressivo com que escrevi estas linhas.
Mas estou farto de mentiras acerca de coisas e factos em que participei activamente. Estou FARTO DE PESSOAS QUE TRAÍRAM A FARDA DAS FORÇAS ARMADAS e A BANDEIRA de PORTUGAL.
Não revelo Nomes de pessoas, pois não sei se ainda estão vivas.
E com gente desta, MENTIROSA, VINGATIVA, nunca se sabe.
Por mim não tenho medo.
O meu nome é Miguel Mattos Chaves, sou Português e envergonho-me do que se passou depois do 25 de Abril de 1974 em Angola.
Por isso tenho estado calado.
Mas se calhar está na hora de falar mais e denunciar os Traidores, Cobardes e Mentirosos.
Se calhar está na hora de divulgar os nomes dos traidores….
Bem hajam por acolherem este meu desabafo. ESTOU a ficar FARTO de ESTAR CALADO…
José Armando Familiar Martins disse,
12 de Maio de 2009 @ 19:04
Ola chamo-me Armando Familiar Martins. Filho da senhora Luz Familiar professora do pango aluquen encontrei este site puro azar nao acreditei penssava que estava a sonhar espero que a vida vai bem penso ao pango e a escola. Um abraço e muinta saude ate proxima
Mário Aguiar disse,
8 de Junho de 2009 @ 14:39
Caros amigos,desconhecidos,ou aqueles que comigo estiveram nestes locais:Sou o 1º.Cabo 469,da CCAÇ.1204.Recruta em Sá da Bandeira e Especialidade em Nova Lisboa.Depois de jurar bandeira, Cabo Ledo e dali para Tari.Sede da Companhia.Estive na Fazenda Sande,no Onzo,3 meses em cada lado.Após um ano fomos para o Pango Aluquem.Estive no Gombe e numa outra Fazenda que agora não me lembro.Tropa de Angola 22Jan67/01Set69.Só nós sabemos o que foi e como era Angola!.Quem nunca andou por lá,falam de cor e aldrabadamente.Dão vivas ao 25 de Abril de 1974.Eu, pelo contrário,tenho opinião diferente.Fui para Angola com 17 anos de idade.Trabalhei lá,fiz o serviço militar obrigatório lá, e depois empreguei-me lá.Na tropa,a maior parte dos camaradas eram Angolanos (bons amigos) que nunca mais vi.O capitão da minha Companhia era José Rosado Castela Rio (penso que já morreu).O Alferes do meu Pelotão era o Brito; Furrieis Cid, Gonçalves,etc. Gostava de receber notícias.Saudações.
Mário Aguiar disse,
8 de Junho de 2009 @ 15:17
Fui apanhado de surpresa ao encontrar este Site e fiz o comentário que antecede este.Porém,acabei agora de ler a escrita do Henrique Mota, ex-furriel que segundo diz, esteve no ASMA e noutros sítios.Pois bem, este amigo até parece que foi dos que forçadamente foram da Metrópole para a tal guerra do Ultramar!.Vejo na sua escrita atitudes iguais às do Mário Spares,Rosa Coutinho,Otelo Saraiva de Carvalho,etc…
Como eu já disse no meu anterior comentário,fui para Angola com apenas 17 anos de idade.À semelhança de milhares de portugueses,radiquei-me lá.Houve explorados?.Eu também fui um deles!O Henrique Mota é contra a guerra?.Pois saiba que eu também sou. Ou seja, a guerra deveria ter acabado sim, mas as tais figuras portuguesas que entregaram o pão ao bandido, nada fizeram para bem do nosso Portugal, antes pelo contrário,obtiveram altos cargos de governação.Na manhã do 25 de Abril de 1974,estava eu a trabalhar de madrugada,em Cabinda,quando ouvi a notícia via rádio tsf, do que tinha acontecido.Colegas a meu lado diziam:Grande Spínila,etc. Eu, muito mais novo disse:Esperem pelo resultado,isto não me cheira bem!!!.Cerca de 15 dias depois,nem tanto,um desses camaradas disse-me:É pá,como é que tu tiveste aquela visão dos acontecimentos?!.É verdade amigos, o resultado deu no que deu.Olhem,estive 8 anos em Cabinda e cheguei a ir passear a Ponta Negra RPC,onde reinava o comércio e onde os franceses trabalhavam normalmente lado a lado com os congoleses, quando antes,a França os tinha colonizado!.Pois é,foram mais espertos do que os portugueses,souberam dar-lhes a independência e todos se governam.Isto era o que deviam ter feito na ex-colónias portuguesas,onde havia boa harmonia entre brancos e negros.Andei 15 anos em Angola e só deixei amizades e tenho muitos motivos para ter saudades daquela Terra.Não fugi antes da independência a 11 de Novembro de 1975.Vim em Dezembro de 1979 de livre vontade.
Fico admirado pela positiva, quando leio comentários a dizer bem de Angola,por parte de quem para lá foi obrigado militarmente!.Agora ler comentários de quem estava lá radicado,a dizerem mal,essas pessoas não chegaram a conhecer o bom ambiente angolano,ou vieram pequeninos e foram ijectados por quem nunca esteve lá.Aliás,basta ouvir essas pessoas e principalmente os jovens a responder aos OCS quando lhes perguntam o que pensam sobre o 25 de Abril. Nada sabem,ou o que dizem não faz sentido.Sim estive lá,andei lá, sofri lá, fui feliz lá. Quanto a guerras,não dão pão a ninguém.Há sim, formas de acabar com elas.Vejam quantas pessoas morreram depois da independência e comparem com as que morreram antes…!
Deixo aqui um grande abraço a todos os Angolanos e a todos os que por ali andaram e sentem saudades. Aos restantes, desejo apenas muita saúde e abram os olhos.
Mário Aguiar disse,
8 de Junho de 2009 @ 15:49
Caro amigo Albano Jardim, não o conheço,mas gostei de ler o seu comentário,agora mesmo 18H37 do dia 08-06-2009.
Desconhecia este site.Vou procurar revê-lo mais vezes.
O seu sentimento por Angola é grande e saudoso.O meu também.
É verdade tudo o que desabafa,eu proprio estava em Cabinda quando os movimentos entraram e de um momento para outro,travaram luta urbana com o auxílio do exército português ao MPLA.Eu vi com os meus olhos,não ouvi dizer.A Unita e a Fnla, foram escorraçados.
Em Cabinda,vieram de imediato os cubanos substituir os portugueses.Diziam-se acessores das Autoridades Angolanas…
Quando Agostinho Neto visitou Cabinda, a CABGOC, eu estava lá, lado a lado.Na altura ainda era vivo o Pedalé. Agostinho Neto era boa pessoa, mas trataram-lhe da saúde na Rússia!.Foi para lá doente e regressou sem vida.Os Angolanos revoltaram-se mas tudo se abafou.
Um grande abraço.
Mário Aguiar disse,
11 de Junho de 2009 @ 12:23
Somente quem andou em Angola, sabe avaliar os comportamentos do Otelo,Vasco Lourenço,Mário Soares, Rosa Coutinho,etc.
Eu estava lá quando entregaram Angola, sem mais nem menos!!!
Agora são eles os heróis!!!.
Eu andei na zona de Nambuangongo, caí numa emboscada, com uma mina comandada à distância, a qual se destinava à minha viatura (era o apontador da MG42). Simplesmente não morri porque não era o meu dia. “03 de Janeiro de 1968″, a caminho da Fazenda Três Marias, no 4º. Pelotão, vindo do Tari.
Um abraço a todos.
AJPINTO disse,
13 de Junho de 2009 @ 05:34
Ola Jose Armando
Eu conheci muito bem os teus Pais, pois eram grandes amigos dos meus,e creio que ainda correspoderam com os meus Pais, pois sou o filho do Sr
Armido,e da D.Irene
Aqui fica o meu contacto toze100854@hotmail.fr
Jorge Fontinha disse,
19 de Junho de 2009 @ 13:57
Tinha doze anos, quando ocorreu o 15 de Março de 1961.Viria a fazer 13 em Outubro.
O meu irmão mais velho, tinha 18 e não chegou a fazer os 19.
Eu estava em Luanda a estudar. na escola da missão de S.Paulo.Só ia á Fazenda nas férias.Foi a minha sorte pessoal…mas apenas física.O trauma ainda hoje perdura.A Fazenda que o meu pai possuia em Nambuangongo, foi massacrada e o único morto foi o meu irmão, cobardemente porque não se podia defender nem fugir.Tinha tido em criança a parelisia infantil e não se podia locomover como os restantes que poderam meter-se na camioneta e fugirem para Nambuango(Povoação), que também estava já ocupada pela UPA.Tendo seguido em frente, esbarraram no Onzo, pois a estrada estava obstruída.Os facínoras não só o haviam morto á catanada, como ainda roubaram o cadaver, quando todo o restante pessoal teve de fugir para a mata.De regresso á estrada, quando os primeiros socorros chegaram, encontraram a camioneta encendiada e o corpo desaparecido.Terá sida mais tarde encontrado restos mortais pelo Batalhão do então Coronel Maçanita.
Fui dos primeiros refugiados da ponte aérea, de Senhoras e Crianças, chegados a Lisboa no início de Maio.
Os anos que medearam, de 1961 a Setembro de 1969, estive em Alijó, onde estudei e me preparei mentalmente para regressar a Angola, para fazer a minha tropa.
Fui depois para Lamego onde frequentei o Curso de Operações Especiais e ambicionava voltar a Nambuangongo.Impediram-me!
Mandaram-me para a Guiné.Fazer o que?Que mal me fez o povo da Guiné?…
Limitei-me a cumpriur o meu dever!
Gostaria de encontrar alguém que ao ler este testemunho, se lembre do meu pai ou do meu irmão Fernando que terá ficado conhecido como (O parálítico de Nambuangongo, era amigo intimo do NINITO E DE TODA A MALTA DA LUTA LIVRE, ADRIANO E COMPANHIA, que de vez em quando se reunia no
“BAR MARIAZINHA” em S. Paulo.
Gostaria de entrar em contacto copm alguém que os tenha conhecido ou me nha conhecido a mim.
O meu Email:jorgeventurafontinha@hotmail.com
JORGE FONTINHA
José Nunes Valente disse,
6 de Agosto de 2009 @ 09:13
“ANGOLA, AFINAL, ERA DELES” é um livro de minha autoria, recentemente publicado, que proporciona uma viagem ao início da guerra colonial e descreve, inclusive, o primeiro rencontro armado, onde se registaram os primeiros tiros e os primeiros mortos da guerra, ocorrido no Cunda-Ria-Baza, no dia 02 de Fevereiro de 1961. Um facto desconhecido ou omitido por historiadores e outros.
Está referenciado no site da Chiado Editora.
alexandra22345@hotmail.com disse,
28 de Agosto de 2009 @ 20:02
Antes de mais parabéns pela ousadia de colocar na net um tema tão delicado e que ainda mexe terrivelmente com as nossas memórias.
Não sou saudosista mas da minha terra eu tenho saudades, e terei até ao ultimo suspiro de vida, lamento que os senhores da guerra não tenham permitido que brancos e negros convivessem pacificamente.
Muito já se disse, muito se escreveu mas a realidade é só uma, sempre existiram explorados e exploradores.
Em angola viveu gente que soube conviver com os negros e gente que nunca aprendeu a conviver com ninguem, mas nada justifica as atrocidades cometidas quer por explorados quer por exploradores, havia que saber e querer aprender a esquecer o passado, dar as mãos e construir a uma só voz um País livre e novo, mas os senhores vermelhos do lado de cá do oceano não tinham os mesmos planos, que ardam no inferno são os meus mais sinceros desejos.
Tenho por habito dizer que cada um tem o que merece, ora então os angolanos têm o que merecem eu só não tenho é que depois de escorraçada do país deles, levar com eles todos os dias, racismo? - Sim talvez, mas foram eles que me ensinaram.
Hoje, sou assim mas antes do 25 de abril de 74 até dividia a minha secretaria da escola com uma negra, hoje só quero é vê-los fora do meu País, que vão para onde devem estar, a acenar lencinhos ao senhor José E. dos Santos.
alexandra22345@hotmail.com disse,
28 de Agosto de 2009 @ 20:28
Nos momentos da vida em que deixo o pensamento voar livremente, acabo sempre por ir para a Angola, terra linda do continente Africano, e é nesses breves momentos que interiromente me curvo aos heróis que lá deixaram a vida e que Portugal esqueceu, aos Homens, Mulheres e Crianças brancos ou negros chacinados em Angola em nome de uma falsa liberdade, a todos os que por lá pereceram o meu mais profundo pesar, por eles e para eles as minhas lágrimas.
Portugal e alguns portugueses têm vergonha do passado, mas esquecê-lo é o mesmo que não existir.
Onde estão os nossos Heróis? - Esquecidos numa qualquer gaveta da Torre do Tombo, lembrá-los não conquista votos, nem dá maioria na assembleia, por isso é melhor fazer de conta que este Portugal pequenino só existe depois do 25 de Abril de 1974.
Aos Heróis do Ultramar a minha mais sentida homenagem, que Deus lhes tenha reservado no paraíso o cantinho merecido
Brown disse,
29 de Setembro de 2009 @ 00:34
Are you a professional journalist? You write very well.
Albano Jardim disse,
9 de Outubro de 2009 @ 09:27
Prezada Alexandra,
Muito grato pelas suas palavras.
Um forte abraço
Albano Jardim
CARLOS FONSECA disse,
20 de Outubro de 2009 @ 15:33
Falar de Angola por alguem que lá nasceu, viveu e foi obrigado a “fugir”, ou por aqueles que foram obrigados a ir parar a essas longinquas, e para a maior parte, nunca imaginadas, é como que um desabafar uma mágoa. ANGOLA encontou muitos daqueles que, mesmo obrigados, por lá passaram. Tive o previlegio de também ver a terra vermelha de Angola. Comprendo a angustia e o medo que muitos sofreram, pois que desde o beber água depositada nas pegados dos elefantes, às noites “dormidas” nos montes com a chuva ou o cacimbo a cair-nos em cima e a termos de secar a roupa no corpo, durante 3ou 4 dias, tudo isso foi passado. Valeu a pena ? Como estará nesta altura a consciência de todas aqueles que ofereceram aos sanguinários o nosso suor, a nossa fome, e até o sangue daqueles que já não tiveram a oportunidade de abraçar quem lhe deu o ser ? Não devem ter consciência nem remorsos pois que contunuam dizendo que o que fizeram foi bem feito.
É bom lermos e fazermos estes comentários, pois aliviamos um pouco a nossa dor e mágoa.
Um abraço
Carlos Fonseca
Albano Jardim disse,
22 de Outubro de 2009 @ 18:33
Prezado Carlos Fonseca,
Muito grato por ter visitado nosso blog e ter deixado sua mensagem.
Um forte abraço
Albano Jardim
Luiz Helenio disse,
30 de Novembro de 2009 @ 14:15
Parabéns pelo trabalho
Repassei aos amigos
AJPINTO disse,
19 de Dezembro de 2009 @ 15:20
A Todos os visitantes desejo um FELIZ NATAL E PROSPERO ANO NOVO
Albano Jardim disse,
22 de Dezembro de 2009 @ 09:02
FELIZ NATAL e BOAS FESTAS!!!
Mais um ano se foi e outro está a chegar.
Quero manifestar aqui os meus agradecimentos pelas palavras amigas e de de apoio que recebi ao longo deste ano de 2009.
A todos um FELIZ NATAL e BOAS FESTAS e que 2010 seja repleto de realizações e conquistas … e … claro … MUITA PAZ!!!
Um forte abraço a todos!!!
Albano Jardim
jose oliveira disse,
28 de Dezembro de 2009 @ 15:06
Olá caro Albano Jardim
Acabo de aceder, por mero acaso, a este teu blog e estou mergulhado num mar de emoções e recordações, fizeste-me recuar de repente 37 anos…
Eu sou o ex-furriel Oliveira que em Julho/Agosto de 1972, te rendeu no destacamento do GOMBE-IA-MUQUIAMA ( lembras-te dos quinhentos paus pela lavadeira, a velhota Laurinda, julgo que era assim que se chamava???)…
Cheguei a este blog porque durante o almoço de hoje com um casal amigo meu cá em Angola ( estou aqui de novo) falamos da possibilidade de irmos dar um passeio até ao Pango, o que para mim será uma romagem de saudade, e eu vim à net colher algumas informações sobre o estado em que aquilo se encontra,durante a pesquisa… surpresa fantástica… o teu blog… de hoje em diante tens mais um visitante
garantido.
Durante essa romagem de saudade vou com certeza tirar fotografias que te enviarei.
Um grande obrigado por esta página!
Um abraço
José Oliveira
Albano Jardim disse,
28 de Dezembro de 2009 @ 19:44
Meu caro José Oliveira!!!
Aos poucos, vamos encontrando ex-combatentes que estiveram naquelas paragens dos Dembos.
É muita saudade …
Disseste que me rendeste em em Julho/Agosto de 1972…
Passados 37 anos meus neuróneos não encontram a tua imagem. Talvez se mandares uma foto tua daquela época, os meus neuróneos, num esforço hercúleo, consigam “rever-te”.
Não me lembro mais o que aconteceu com os quinhentos paus da lavadeira. Se puderes contar com mais detalhes te agradeço!!!
Se tiveres fotografias da tua época no Gombe, no Tari e região, agradeço que as envies para o meu endereço particular: albano@dembos.net . As colocarei no blog.
Pois é … é muita honra poder ler tuas palavras de ânimo e incentivo … Muito grato e um forte abraço
Albano Jardim
Nascido em Angola disse,
1 de Janeiro de 2010 @ 21:09
Meu caro Albano e restantes Leitores,
É só para vos desejar um feliz Ano Novo de 2010.
Luis Jardim
João Castelo Branco disse,
8 de Janeiro de 2010 @ 15:26
Meu caro Albano Jardim
Cá vim de novo e com surpresa dou com uma mensagem do Oliveira
Falei dele numa mensagem anterior, pois somos da mesma companhia, a 1204/72.
Ele diz que está de novo em Angola. Meu caro Albano, se por acaso tiveres hipótese de o contactar, pede-lhe o endereço electrónico e informa-me sff.
Oliveira, agora para ti, se vieres a ler isto não te perdoo se não me dizes nada !
37 anos ? Pôrra estamos uns miudos !
Um bom ano para todos
João Castelo Branco
vasconcelos disse,
19 de Fevereiro de 2010 @ 10:20
estimados todos
é verdad, ha pessoas que estiveran la em pango aluquem, porque so queim la esteve pode dar promenores, como era o acaurtelamento etc.
eu estive la como 1ºcabo integrante das forças portuguesas angolanas. estive destinado como escalador, no tempo do capitao miliciano vasconcelos e tambem do furriel miliciano de transmissoes vasconcelos.
naquela epoca en 1972/74, no pango aluquem vivia-se una tranquilidade.
Como digo, nao participei nas operaçoes, me limitava ao serviço de escalador . nao tive apenas amigos por essa labor ingrata.
No meu tempo estava um furriel negro enfermeiro que vivia no andar na baixada, tambem outro rapaz de furriel negro natural de benguela, asi como o cabo cantineiro que mais tarde a revoluçao o graduo como coronel (ega monis carlos), o meu amigo cabo armeiro.
tudo sao saudades, perdao por os falhos na escritura, levo muintos años vivendo nun pais de lingua española-
um abraçoa
Jaime Guinapo disse,
20 de Fevereiro de 2010 @ 21:17
ola, eu sou Jaime Guinapo. Hoje eu andava a procura do significado do nome da familia e descobri esse blog que e muito interessante para mim. [porque a historia que encontrei sobre o significado e igual a historia do meu pai. que e o Armando do Carmo Guinapo, que nasceu no Pangu-a-luquem e que namoro e vivi ate hoje com a menina muto linda que se chama Isabel Maria Campos da Cruz Guinapo ( Belinha) Antigo combatente e veterano de guerra. sera que e a mesma pessoa? nao pode ser muito considencia.
Albano Jardim disse,
23 de Fevereiro de 2010 @ 22:01
Prezados Compatriotas Vasconcelos e Jayme Guinapo!!!
Muito grato por terem deixado vossos comentários.
Ao Jayme Guinapo - que, ao que me lembro - não o conheci pessoalmente, mas que pelas informações era da Fazenda Boa Entrada e ao ex-combatente Vasconcelos, que deve ter pertencido à Companhia que nos foi render - Bem hajam a este blog.
Um forte abraço
Albano Jardim
Valério disse,
21 de Março de 2010 @ 22:13
Gostava de encontrar o Jaime Guinapo. Não me lembro se o Furriel Branco que escreveu acima ainda esteve na Ccaç 1204/72 no meu tempo ou se era do tempo do capitão Araújo. Alguém me esclarece?
Fernando Farinha disse,
22 de Março de 2010 @ 14:15
Olá Albano Jardim
Sou o ex-furriel Fernando Farinha, estive na CCaç.1204/70 (Pango), tendo sido posteriormente transferido para a CCaç.1203 no Zala.
É com muita saudade que me recordo dos companheiros da vida militar, em especial das unidades por onde passei. Na CCaç. 1204 (Pango), recordo-me do 1ª Sarg.Vieira, do furriel Açafrão, do soldado condutor Rui (das caçadas) e tantos outros que de momento não me vêm memória.
Também me recordo do Sr. Lameiras(do bar), do Srs. Amândio e Serafim do Gombe e das filhas Gina e Alice, que foram colegas da minha Esposa no Magistério Primário em Luanda.
Fui algumas vezes ao Gombe-ia-Muquiama onde convivi consigo, o Açafrão, a Gina, a Alice e o furriel Tavares (???). Tenho algumas fotos de um desses convívios.
É bom existir um Blog onde antigos companheiros de armas (CCaç.1204) e não só, possam matar saudades.
Os meus sinceros parabéns.
Um abraço
Fernando Farinha
fmfarinha@netcabo.pt
João C.Branco disse,
23 de Março de 2010 @ 12:16
Caro Valério
Eu e o Oliveira, que postou acima (furrieis) estivemos na mesma c.caç 1204/72. Eu de 72 a 73 (Pango,StªClara e Gombe) e ele ao que julgo saber de 72 a 74 (Pango e Gombe, não se depois de eu sair esteve destacado em mais algum sítio).
O Comandante da c.caç era o Capitão Milº Felismino Duarte da Fonseca Araújo.
Cheguei em Julho72 e sai em Jul73 devido a baixa por doença no hospital militar de Lisboa. Voltei a Angola em Janeiro 74 e já não me deixaram regressar ao Pango, tendo voltado à sede da companhia no RI21 em Nova Lisboa.
Acima há um post de um Vasconcelos (escalador) que confesso não me recordar, contudo lembro-me que na companhia tinhamos um furriel de trms Vasconcelos.
Já agora se estiveste na mesma companhia em que período e que posto ? No tempo já perdi a memória do teu nome.
Vou enviar ao Albano Jardim uma fotografia que tenho com os furrieis da c.caç 1204/72, que talvez ajude a memória.
Um grande abraço
J.C.Branco
João Castelo Branco disse,
25 de Março de 2010 @ 09:51
Caro Valério
Essa posso esclarecer.
Estive na C.Caç1204/72 de Jul72 a Jul73
O Capitão era o Felismino Duarte da Fonseca Araújo
Estive no Pango, Santa Clara e Gombe
O José Oliveira que já aqui deixou um comentário também era da mesma companhia.
Esta C.Caç rendeu a do autor do blog (Albano Jardim)
A partir de Jul73, altura em que dei baixa ao Hospital Militar, não mais regressei ao Pango.
O QG em Luanda apóa a alte em Fev74 enviou-me de volta ao RI21 em Nova Lisboa.
Qual foi o tu percurso na C.Caç 1204 ?
Abraços a todos
J.C.Branco
Albano Jardim disse,
26 de Março de 2010 @ 09:50
Ora Viva!!! Bem hajam!!!
Com muita satisfação registamos que temos mais alguns participantes que “comeram poeira” pelas picadas do Tari, Nambuangongo, Santa Eulália, Três Marias, Quipedro, Úcua, Quibaxe, Pango-Aluquem, Gombe e tantas mais!!!
Bem hajam!!!
Agora, tranquilo, em algum lugar deste planeta, 38 anos depois, após um dia de muito trabalho, mas frutífero, estou num bar saboreando uma cerveja e escrevendo num guardanapo de papel, para deixar logo mais estas palavras de saudade pelos Dembos…
Vale a pena às vezes rondar o imaginário, pois é disso que alimentamos a nossa mente!!!
Que diferença!!! Agora sem guerra, ao olhar para a rua vejo lindas raparigas voltarem para casa após o trabalho.
E naquela época pelos Dembos? A nossa vista alcançava as árvores das florestas… e via o quê? Só florestas!!!
Longos dias, longas noites, esperando que o inimigo desse as caras… O tempo demorava a passar. Contávamos os dias, as horas, os minutos… esperando a hora de voltar para a Civilização!!!
Será que valeu a pena o nosso esforço? VALEU SIM!!! Nós lutávamos pela PAZ!!! E o inimigo? Só queria matar!!!
Nós (eu) tínhamos muito medo do inimigo, duma emboscada traiçoeira, duma mina na picada, mas … o INIMIGO com toda a certeza tinha muito mais medo de nós…
PORRA!!! Acabei de matar agora 2ª barata que passava em cima da mesa do bar!!! Vou pedir ao gerente para mandar dedetizar o recinto!!! Ou então vou mudar de bar, se for o caso.
É, mas mais vale ter que matar baratinhas, do que ter de matar elementos inimigos nos Dembos!!!
Prefiro continuar matando as baratinhas!!! Não vou mudar de bar!!!
Valério disse,
1 de Abril de 2010 @ 13:22
Caros amigos
Eu comandei a Ccaç 1204/72 depois do Cap. Felismino Araújo até final (se bem me lembro, até finais de de Julho de 1974). Depois, os que não fomos de imediato desmobilizados, fomos de novo para o RI 21.
De momento, gostaria de informar os eventuais interessados de que o pessoal da CCaç 1204/72 se costuma reunir todos os anos. Se houver algum eventual interessado poderá contactar ccac120472@gmail.com.
Pela minha parte irei divulgar este blog aos ex-militares da companhia.
Um abraço a todos
Valério
Francisco Correia disse,
8 de Abril de 2010 @ 10:49
Oh companheiros! Obrigado, Valério, por me ter enviado este contacto. Eu também estive por essas terras do Pango-Alúquem. Ainda estive sob as suas ordens, era o Alf. Correia. Ainda se lembra? Eu andei trinta e tal anos, sem saber de ninguém. Até já se reuniram aqui perto de mim sem eu saber de nada. Até que me vieram descobrir onde sempre vivi, em Oliveira de Azeméis. Já estive num encontro em casa do Araújo e para este ano já tenho o dia reservado.
Um abraço para o Castelo Branco e Fonseca que intervieram acima.
Mas quem é este Albano Jardim? (desculpe-me o próprio) Será que é o Cap. da companhia anterior?
Um abraço para todos
António Figueiredo disse,
9 de Maio de 2010 @ 23:38
Felicito e cumprimento o Sr Albano Jardim, segundo creio, o promotor do blog. Cumprimento todos os participantes que também vão mantendo vivas, recordações de Angola e em particular da então simpática vila/cidade do Pango e seus habitantes.
Também passei pelo Pango 1970 ? (comandava um grupo de combate da C Caç 2528, da Intervenção de Luanda, na altura sediada no Quiage) e fomos para lá como reforço à Companhia comandada pelo Capitão Sanches, que gostaria de cumprimentar, bem como aos 2 alferes, que não recordo os nomes, e com os quais partilhei a casa cedida por um Sr. comerciante do Pango.
Quero prestar homenagem a muitas pessoas, cujos nomes não lembro, mas que nos acolheram muito bem e com as quais durante algum tempo convivemos nos intervalos das operações e escoltas.
Uma saudação muito especial ao Sr Jaime Guinapo, que julgo terá vindo para Portugal. Pessoa de trato impecável, que recebia bem e proporcionava na sua casa um convívio interessante, quase familiar, o que para alguns de nós, fora do nosso meio durante tanto tempo, era sempre um prazer. Ao Sr Marimba (do café/restaurante) e familiares, que nos proporcionavam uns belos petiscos. Mas, também foi a partir do Pango que tive seguramente a missão mais triste e amarga da minha estada em Angola. Naquela noite em que comandei a escolta que recolheu na estrada do Úcua/Piri e transportou ao Hospital Militar um grupo de feridos e mortos dum terrivel acidente de viação envolvendo uma viatura da Companhia do Pango. Uma das vítimas mortais, recordo-me bem, era um condutor (um sujeito forte e alto muito divertido) que julgo faleceu nesse acidente.Para eles vai também a minha profunda homenagem.
Aproveito para referir, por não ser muito longe do Pango, a Vila de Bula Atumba, onde também sempre eramos muito bem recebidos, pelos seus moradores, sem excepção. Refiro em particular o Sr Eduardo Rocha e Família. E uma menção especial para a festas anuais, que nos faziam recordar um pouco as festas típicas aqui nas nossas terras continentais.
Bem hajam, por esta oportunidade de recordar tempos de Angola.
Duarte Manuel disse,
4 de Junho de 2010 @ 09:25
Srº ALBANO JARDIM
Tenho Certeza quase que absoluta que sejas o famoso FURRIEL JARDIM, é uma honra p´ra mi saber que estás vivo e que este blog foi criado por sí, sinto-me rigozijado por haver alguém que com o seu blog tem elevado bem alto o nome do meu país no geral e o da minha aldeia natal (Gombeyamuquiama) em particular. Como a maioria de todos quanto acessaram o seu blog, eu, fiquei estupefacto com os conteúdos que o constituem, por este facto quero em nome dos naturais e amigos dos DEMBOS agradecer e prometo fazer-te surpresas agradáveis com informações sobre natos do Gombe e muito mais. Aceite um forte abraço do Chico Quiaia (espero que te recordes dele) e do + velho AUGUSTO TUCALE (O Carrasco), aguarde mais noticias no seu endereço pessosl.
Att: Duarte Manuel
Josè Brito disse,
6 de Junho de 2010 @ 17:16
Caros combatentes.
Pertenci à C:Caç.1204/72,onde exerci a patente de Furriel Miliciano ao qual me lembro de:Capª.Araùjo,Alferes Ataíde, AlferesCorreia, Alferes Viegas Furr.Castelo Branco Furriel Oliveira,Furriel Machado Furriel Verdie Furriel Vasconcelos,Furriel Fonseca,Furriel Salvador,Furriel Benvindo,1ºSargº.Brito Capª.Valério,e outros que de momento não me recordo.
Estive no Pango Aluquem desde Julho/Agoosto 72 a Julho 74,e nodestaca- mento do Gome-ya-Muquiama mais ou menos 14 mesesa substituir o Furr.Oliveira.
Li as várias mensagens atrás e bem hajam por esta opurtunidade de me recordarem os tempos em que passei por aquelas paragens.
Gostaria de um dia poder encontrá-los para um possível convivio.
Cumprimentos e um abraço do Brito.
José Brito disse,
6 de Junho de 2010 @ 18:32
Caros amigos.
Venho por este meio acrescentar mais alguns nomes de Camaradas da C.Caç.1204/72,como o Alferes Cabral,Furriel Taxa,Furriel Varela,Furriel Silva,e Capª.Vascondelos poucos tempo,no início da nossa comissão.
O Alferes Cabral veio a ser Promovido a Capitão onde o encontrei a exercer a função na Cidade do Dondo.Ao Castelo Branco recordo-lhe no Gombe o Sr.Amândio Sr. Silva,Sr Lameiras,todos comerciantes.Lembram-sedo Pelotão de Morteiros que por vezes passava pelo Pango? Furriel Euládio Climaco,e mais três e Um Alferes de que não lembro dos nomes,e que estiveram por fim da comissão Na Base da Pedra Verde perto do Úcua!
Mais uma vez cumprimentos a todos.
Um abraço.
José Brito disse,
6 de Junho de 2010 @ 19:51
Olá Sr.Vasconcelos.
Lembro-me de si pois trabalhava no gabinete do 1ºSargº.Brito com outro Cabo de que não me lembro do nome,mas lembro-me do Cabo Araújo,Branco,Jaime,Lameiras,todos condutores.Não me lembro é do nome do Furriel do parque auto que ficava á entrada do Pango quem vinha do Pango Novo.Lembra-se das festas e filmes que se passavam no armazém de café do Sr.Baptista?Lembra-se dos serões (Serenatas)cantadas e tocadas á viola pelo Alferes Ataíde,Furriel Machado,Furriel Benvindo e Furriel Varela?Bons tempos!Outro nome de que não me lembro é o do Alferes que substituíu o Alferes Ataíde,após o acidente no Unimog em direcção ao Hospital no Pango,lembra~se?
Quanto ao Alferes Correia lembro-me bem dele principalmente do seu magestoso bigode e pela ocorrência de uma deserção de um soldado,em que nesse dia o mesmo estava de Oficial de dia à Companhia.
Por hoje não me alongo mais.Cumprimentos.
Um abraço pra todos.
Albano Jardim disse,
9 de Junho de 2010 @ 12:04
Bem hajam os nossos ex-combatentes Fernando Farinha, Valério, Francisco Correia, António Figueiredo, e José Brito e o nosso amigo do Gombe Duarte Manuel !!!
Muito grato pelas mensagens que deixaram. Finalmente estamos encontrando ex-combatentes das Companhias de Caçadores 1204 (não importa o ano).
Pela primeira vez estamos tendo notícias de um ex-combatente da Companhia de Caçadores 1204/70, como é o caso do nosso amigo Francisco Quiaia, como mencionado pelo Duarte Manuel.
O Francisco Quiaia (Soldado nº 988/70-1ª), pertencia ao contingente do destacamento Militar do Gombe-ia-Muquiama e é inclusive mencionado várias vezes no blog, aparece em várias fotografias e foi indicado por mim a um louvor, como se pode ver na “aba” DOCUMENTOS. Um grande GUERREIRO e grande AMIGO também!!! Fazia sempre parte do pequeno grupo de combate, fossemos para onde fossemos, era sempre VOLUNTÁRIO!!!
Espero que o Quiaia possa ler estas minhas singelas palavras de admiração e de agradecimento, pois ele foi um elemento sempre pronto para tudo.
O Quiaia eventualmente deve ter contato com algum dos nossos ex-combatentes da Companhia. Espero que sim!!!
O nosso amigo Paulo Vitorino, com toda a certeza deve se lembrar do Quiaia também.
Um forte abraço a todos.
Albano Jardim
Albano Jardim disse,
10 de Junho de 2010 @ 19:10
Transcrição de mensagem recebida em 10/06/2010
Informação da Familia Almeida
Sr.Albano Jardim.
Nasci no Gomde-ya-muquiama, chamo-me Jaime Cruz de Almeida, o 2º filho do comerciante Almeida .
O meu pai está vivo e encontra-se em Portugal. Não é a primeira vez que dizem que o Almeida já faleceu , isto talvez porque em 1984 o meu pai caiu numa emboscada no Ucua na qual ficou gravemente ferido e teve que ser enviado para Portugal em tratamento.
O meu Pai está em Portugal desde 1999 ,vive na charneca da (XXXXXXXXX ocultado propositalmente), neste momento esta com 77 anos de idade .
Em 2009 passou por Angola em férias a recordar os bons velhos tempos.
Só não foi passível irmos ao Gombe .
É tudo.
Jaime Almeida
Albano Jardim disse,
11 de Junho de 2010 @ 17:57
Prezado Duarte Manuel !!!
Estou aqui de novo em particular para saudar o nosso amigo Augusto Tocale, um dos protagonistas do nosso blog. Muita satisfação em ter notícias dele!!!
Como estão os filhos dele? Naquela época eram ainda crianças!!!
Como gostaria poder estar aí pelo Gombe de novo e poder abraçar um a um e todos juntos dar as mãos, com o sentido de retribuir imensamente àqueles que me proporcionaram tantas anseios!!!
Lá vão 38 anos!!! … e afinal de contas a minha vida no Gombe foi muito boa. Apesar da guerra podíamos confiar nas pessoas e isso era muito confortante!!!
Caro Duarte Manuel, espero que tenha contacto com mais gente da época que eu estive por aí.
Não podendo agora mais abraçar um a um, envio a todos de longe minha saudação e um forte abraço.
Albano Jardim
sérgio Martins disse,
20 de Junho de 2010 @ 19:31
Caros camaradas,
Já vi por aqui algumas interrogações sobre quem era o Alferes que foi substituir o Alferes Ataíde após o seu acidente de viação. Fui eu. Alferes Martins, que pertencia ao Pelotão de Armas Pesadas. Estive apenas no Pango e destacado nas Concessões do Pango.
Voltarei aqui brevemente e assiduamente para partilhar convosco recordações e experiências vividas naquela terra tão querida de Angola e, nomeadamente, naquele espaço do Pango.
Ao ler tantas mensagens aqui deixadas, verifico que ninguém ainda referiu um Alferes da C.Caç. 1204/72: O Alferes Rosário (China), que era natural de Macau.
Vi também que alguém referenciava o cabo Vasconcelos ( da secretaria) e que se interrogava quem era o outro Cabo que lá trabalhava. Era o Miranda que era natural de Nova Lisboa (actual Huambo), que na vida civil trabalhava na Junta Autónoma de Estradas do Huambo e que, com a descolonização, veio a ser integrado no Gabinete de Apoio Técnico da minha cidade e residir a 50 metros da minha residência em Viana do Castelo.Cruzámo-nos muitas vezes sem nos conhecermos, até que um dia aconteceu de nos darmos ao conhecimento.
Possuo algumas fotos que poderei partilhar.
O Furriel Machado pertencia ao meu grupo de combate e sei que está em Angola; o Furriel Oliveira estive com ele num dos encontros dos antigos camaradas, mas sei que está ligado à construção civil em Angola.
Hoje fico por aqui, mas se alguem me conseguir dar notícias do Alferes Viegas, agradeço. Tinha uma informação de que estaria ligado às Forças Armadas do MPLA. Será?
Um grande abraço para essa terra maravilhosa que é Angola e que recordo com saudade. Um abraço de muita amizade para todos os colegas com quem ali passei dos melhores momentos da minha vida.
O
Francisco Correia disse,
21 de Junho de 2010 @ 09:46
Olá Brito, companheiro das lides militares do Pango e arredores. Estivémos há dias no encontro anual. Foi organizado pelo Gil Alho que é aquele de quem dizes acima que já te não lembravas do nome. Era o Furriel do parque auto. Estava tudo impecável. Notámos a tua ausência. Para o ano é na região centro, creio que para os lados de Castelo Branco. Foi a 2ª vez que compareci e gostei muito, pois vi companheiros que nunca mais tinha visto e alguns passavam-me completamente como desconhecidos, pois as feições mudam muito e ficamos agarrados a imagens antigas.
Quanto a ti, tenho a ideia que nos encontrámos uma vez ocasionalmente na baixa de Lisboa.
Um abraço e vê lá se começas a parecer…
Francisco Correia
João C. Branco disse,
28 de Junho de 2010 @ 11:36
De novo por aqui, dirigo-me desta feita a todos os camaradas ex-combatentes da C.Caç 1204/72, deixando o meu endereço electrónico para o caso de quererem contactar-me para revermos aqueles tempos.
Este ano e aproveitando o endereço da C.Caç, aqui colocado à disposição pelo Capitão Valério, tive oportunidade de saber do encontro do dia 19/6, onde não pude estar presente pelo facto de me encontrar a residir na Madeira. Enviei uma mensagem a propósito mas não tive resposta.
Agora uma saudação ao Brito que aqui nos visitou e também ao Martins, que presumo já não ter conhecido (estive lá de Jul72 a Jul73), mas uma grande parte do tempo destacado em Santa Clara.
A minha “morada” é: c.branco@etermar.pt
Abraços a todos, e em particular ao Albano Jardim, que nos atura.
João C. Branco disse,
28 de Junho de 2010 @ 11:46
Em complemento da mensagem anterior, já me esquecia de referir o Correia, distinto oficial, que também já aqui deixou uma mensagem (desculpa lá) e espero que o RDM já não se aplique; e ainda o Vasconcelos da secretaria, que me vai desculpar, mas de facto foram tão poucos os contactos que tivemos devido a missões tão distintas, que já não me lembro bem dele. Contudo deve-lhe ter passado pelas mãos o meu processo administrativo de deserção, quando me encontrava de baixa no hospital militar em Lisboa, equívoco que ainda me custou uma ida à PJ militar para declarações, além duma visita da PM a casa dos meus pais no convencimento
de que eu tinha “dado à sola” para o estrangeiro.
De novo abraços para todos
José Brito disse,
30 de Junho de 2010 @ 19:25
Olá camarada e amigo Correia.
Segundo o que me diz é de meu total desconhecimento o encontro do pessoal que por aquelas paragens andou,e ainda por cima este ano foi organizado pelo Gil Alho o tal de quem não me lembrava do nome assim como do Alferes Sérgio Martins de que não tenho a certeza se era o que se deslocava a Luanda para efectuar provas Aut… com a sua Máquina Sni…,e do Alferes China também me lembro,era moreno e mais ou menos da minha altura ,pois Eu e furr.Varela eramos os mais baixos.Quanto a si amigo Correia estamos relativamente próximos,pois Eu vivo à 34 anos em Estarreja e se calhar até nos cruzamos em Oliv.de Azeméis pois durante 16 anos caminhei para lá,porque a minha Mulher ali trabalhava e onde tenho algumas amizades.Deixo-lhe a si e restantes amigos a minha morada:jolutebrito@gmail.com.
Por agora deixo-vos Amigos e um Abraço para todos.
José Brito disse,
5 de Julho de 2010 @ 20:23
Olá Amigo Carlos Fonseca.
Se bem me lembro foste um dos meus convidados para o meu Casamento bem como o Oliveira!Lembras-te.
Bons tempos os que passamos por lá TERRA DOS DEMBOS;e a gincana no Campo de Futebol ao qual também participaste se não estou em erro,ao qual me retiraram o 1ºprémio?…tudo era um pouco do que se podia fazer para que o nosso tempo de cumprimento de serviço militar se passase o mais bem possível e esquessece-mos os dias mais difíceis, o das Operações em que algumas para mim foram feitas com muita dificuldade.E as serenatas na messe de Sargentos mas com o apoio dos Oficiais,com os nossos três violas,Machado,Benvindo,Varela e por vezes o Alferes Ataíde!Tabém havia a colaboração de outros militares como é natural.
Bem por hoje não me alongo por muito mais um abraço do amigo Brito.
Valério disse,
15 de Julho de 2010 @ 13:39
Caros amigos
Agradeço ao promotor do blog esta oportunidade de reencontros…
Sejam benvindos os novos participantes com as suas estórias, as suas lembranças e os seus comentários. Aproveito para dar um grande abraço a todos os que vão aparecendo (e aos que por cá já andavam).
Aos que forem da Ccac1204/72, agradeço que “apareçam” no endereço da companhia que segue abaixo para deixarem os vossos próprios contactos.
Quero também dizer-lhes que fiz de novo a partir da ccac120472@gmail.com um apelo para que os camaradas visitem e participem neste blog.
Aproveito ainda para divulgar, agora por esta via, o link das fotos da ccac1204/72 que é este: http://picasaweb.google.pt/ccac120472/
Um abraço a todos
Valério
João Ricardo(voluntario) disse,
15 de Julho de 2010 @ 19:45
esta-se a falar do pango,do gombe de sta clara,mas estão a esquecer das consseções do pango e de um outro destacamento este já no final , mas onde esteve um furriel,que tinha um bigodão e o cabo faria, este destacamento era entre o ucua e o piri.havia um alfares que esteve a comandar a companhia antes da chegada do capitão araujo,acho que se chamava malheiro.o furriel vasconcelos era o furriel das transmições,na secretaria era também o 1º sargento brito ,que acabou por ser promovido a capitãomuito mais tarde.havia outro furriel que cantava o fado o fialho.e um dos que esteve a explorar o bar do lameiras era o( caralho me foda)um abraço para todos os que estiveram na 1204/72ricardo
Francisco Correia disse,
18 de Julho de 2010 @ 19:54
O alferes de que fala o Ricardo dizendo que era o Malheiro, era “eiro” sim, mas era o Fazendeiro. Comandou a companhia antes do cap. Araújo chegar. Era da região da Bairrada e nunca tive ecos dele, embora já tenha procurado. Alguém sabe alguma coisa dele?
O destacamento de que fala o Ricardo e de que já não sabe o nome, também eu não me recordo como se chamava esse lugar, por onde passei algumas vezes(poucas).
Um abraço para o Ricardo que nunca mais encontrei
armando miguel (Kdy) disse,
18 de Agosto de 2010 @ 10:50
Eu sou nato de gombe-ya-muquima
nasci em 1965
conheci o furriel jardim, o,gringo, e todos os cmerciantes, a dona Ema deu-me aulas.
recordam do cabrito que bebia vinho na loja do Benévolo?
Albano Jardim disse,
21 de Agosto de 2010 @ 18:54
Prezado Armando Miguel!!!
Muito grato por ter deixado sua mensagem.
Quando saí daí em Julho/Agosto de 1972 você tinha apenas 7 anos de idade. Hoje já está com 45 anos.
Quem deve gostar de ter notícias suas é o Paulo Vitorino, filho da Dona Ema, sua professora, e que tamém estudou na Escola do Gombe. Devem-se conhecer. Você por acaso aparece na foto deste blog, foto esta tirada na Escola Antiga? Mande notícias.
Um forte abraço para Você e para todos do Gombe-ia-Muquiama.
Albano Jardim
Sérgio Martins disse,
22 de Agosto de 2010 @ 13:58
Meu caro João Ricardo,
Ainda bem que fala no destacamento das Concessões do Pango. Estive lá durante bastantes meses com o meu grupo de combate, do qual fazia parte também o Furriel Machado e outro Furriel (que me desculpe) de quem não me recordo o nome. Bons tempos, sobretudo quando saímos à noite para a caça aos veados. A Fazenda das Concessões do Pango ficava perto do rio Zenza e da Roça Senhora de Fátima.
Atrás o Catelo Branco diz não se lembrar de mim, mas ainda estiva algum tempo com ele na Companhia porque cheguei lá, em rendição individual do Alferes ataìde, por volta de Março ou Abril de 1973.
Em Julho de 1974 regressei ao RI21 de Nova Lisboa onde permaneci até Fevereiro de 1975. Não foram tempos nada fáceis, sobretudo se nos lembrarmos da sublevação do Regimento em 29 de Agosto de 1974.
Depois do regresso a Nova Lisboa (hoje Huambo), formei a primeira Companhia para o Exército de Integração.
Possuo algumas fotos da passagem pelo Pango. Alguém me diga como e onde posso publicá-las.
É bom poder participar neste blog. Parabéns a quem o criou e disponibilizou.
Um abraço a todos os camaradas e amigos do Pango. Até breve.
Sérgio Martins disse,
22 de Agosto de 2010 @ 14:08
Desculpa, Castelo Branco. Estava para aqui a pensar e cheguei à conclusão de que não deve ter sido no Pango que te conheci, mas sim no RI21 porque, quando fui render o Alferes Ataíde e antes de ir para ZO, estive no RI21 onde dei duas especialidades de Armas Pesadas. Penso ser daí que me recordo de ti.
Um abraço
João C. Branco disse,
23 de Agosto de 2010 @ 11:30
Caro Sérgio Martins
Estive na c.caç 120/72 de Jul72 a Jul73
No HMP-Lisboa de Jul73 a Mar74
No RI21 de Mar74 a Dez74
Se regressaste ao RI21 em Jul74 então conheceste-me dessa época e sempre depois de teres estado no Pango
Mas sinceramente que não me recordo…o que é natural
Da sublevação de que falas, também não me lembrava da data exacta, assisti no momento exxacto em que me preparava para descer para o local da CI a que estava afecto qunado vejo uma turba de instruendos (talvez 20/30 homens) avançar para o mastro da bandeira e arreá-la, fugindo de seguida para as casernas.
Foi tudo muito rápido. Ninguém reagiu. Não me lembro se na meia-dúzia de oficiais e sargentos que ali estávamos junto ao edifício do comando estavam os de serviço de dia (únicos armados), mas o facto é que ninguém arriscou uma reacção porque sendo aquela iniciativa pensada e organizada (isso percebia-se) todos tivemos receio do que estaria por detrás (armas escondidas etc).
Sei que só a inconsciência da n/ juventude permitiu que logo de seguida tivessemos ido para as nossas CI´s como se nada tivesse passado, para iniciar o período da tarde de instrução.
No dia seguinte todas as CI´s foram desmobilizadas, tanto quanto me lembro.
Vai a uma mensagem aí mais acima (do Valério) e tens uns endereços que podes contactar para publicares fotos.
Grande abraço a todos
João C. Branco disse,
23 de Agosto de 2010 @ 11:36
Caro Sérgio Martins
Aproveito para saber, já que estiveste em NL até 75, se é verdade a história de uma unidade nossa que passou por lá e foi alvo de humilhações por parte de tipos armados do mpla/unita/fnla ?
Li algures na net de uma unidade inteira, desarmada, posta em parada e obrigada pôr-se em cuecas
Confirmas e tens a história para contar ?
Um abraço
JCB
José Brito disse,
23 de Agosto de 2010 @ 19:42
Caro Sérgio Martins
Venho por este meio apenas dizer ou melhor perguntar-lhe se por acaso não era o Alf.que era possuidor de um BMW 2002TII snitzer de cor de laranja? Se por acaso Eu estiver certo,ainda tenho algumas lembranças de Si,pois esse carro na altura era uma grande máquina.
Se foi para N.Lisboa na altura de Julho,foi a quando a Compª.também foi e Eu como é natural também,fomos passar à disponibilidade,mas só me recordo do Capº.valério ter lá ficado pois tinha que ir depois ao Pango fazer a liquidatária da Compº.
Quanto ao outro Furrº.que o acopanhava nas caçadas devia ser o Oliveira e a roça era para os lados de Sª.Clara se não estou em erro.
Eu estive no Gombe mais ou menos desde Março de 73 pouco depois da saída do Alfº.Ataíde ter sido evacuado por motivos de acidente que creio que seja conhecedor disso,e só de lá saí em Maio de 74,pós 25 de Abril,e tinha carro (Volvo122S verdeEscuro)mas normalmente ia 2a 3 vezes ao Pango,por semana,algumas também levar alguma carne de caça (seixas veados e pacaça),não sei se era do seu conhecimento mas o vago mestre,1ªSargº.Brito e Capº.sabiam-no.
Não me alongo mais por hoje.
Um Abraço
JJTBrito
Albano Jardim disse,
24 de Agosto de 2010 @ 08:33
Prezados Sérgio Martins, João Castelo Branco, José Brito e demais ex-combatentes que passaram pelos Dembos, que vão mantendo vivas as recordações de Angola.
É sempre gratificante ter notícias e informações do pessoal que passou por aquelas terras.
Informa o nosso amigo Sérgio Martins que possue algumas fotos da passagem pelo Pango e que gostaria de saber onde pode publicá-las. Se me permitir, deixo este blog à sua inteira disposição para apresentar suas fotos e gostaria de fazer um apelo a todos que eventualmente também tenham fotos que as repassem para o seguinte endereço albano@dembos.net. Terei a maior satisfação em publicá-las neste blog.
Fico no aguardo.
Um forte abraço a todos
Albano Jardim